América do Sul de fora, outra vez! Atlético Nacional leva 3×0 e Kashima Antlers vai à final

Um lance histórico – e controverso – acabou com o sonho do Atlético Nacional de ser campeão do Mundial de Clubes. Na manhã desta quarta-feira, pela primeira vez em uma competição da Fifa, a televisão ajudou um árbitro a marcar um pênalti, mas, ainda assim, houve polêmica. Pior para os colombianos, derrotados pelo Kashima Antlers, do Japão, por 3 a 0, na semifinal.

O minuto-chave do duelo foi o 30º do primeiro tempo, quando o árbitro húngaro Viktor Kassai interrompeu a partida para rever lançamento na área acontecido cerca de dois minutos antes. Na jogada, Berrío derrubou Daigo dentro da área, em lance que havia passado despercebido pela arbitragem. Com a ajuda da TV, o pênalti foi assinalado para os japoneses.

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Se mostrou a falta, porém, por outro lado, as imagens não ajudaram a ver a posição de Daigo no momento da batida da falta, a frente do penúltimo homem do Atlético Nacional em relação a linha de fundo, abrindo margem para que toda a sequência do lance fosse invalidada por impedimento. Mesmo sabendo do auxílio eletrônico, os colombianos reclamaram bastante com Kassai.

Polêmica à parte, Doi cobrou no canto esquerdo do goleiro Armani, que caiu para outro lado, e abriu caminho para uma vitória histórica do Kashima, que ainda seria completada em tentos de Endo, de calcanhar, aos 37 minutos do segundo tempo; e de Suzuki logo depois, aos 39.

O adversário do primeiro clube japonês a disputar o título do Mundial de Clubes sairá do confronto entre o Real Madrid e o América do México, nesta quinta-feira, às 8h30 (de Brasília), mesmo horário da final no próximo domingo. O Atlético Nacional ainda disputará o terceiro lugar.

Antes de a bola rolar, a partida teve um minuto de silêncio em homenagem à tragédia com o avião da Chapecoense. Nas arquibancadas, o time de Chapecó também foi lembrado, tanto pelos colombianos, já marcados pelas demonstrações de solidariedade desde o acidente aéreo há duas semanas; quanto pelos japoneses, que levaram bandeiras do Brasil ao estádio em Osaka.

Com a bola rolando, o primeiro tempo foi equilibrado, com boas chances para os dois lados até o placar ser aberto. Aos 23 minutos, por exemplo, o Nacional ficou muito perto de abrir o placar em pancada de Mosquera no travessão e também no rebote, quando Berrío mandou para o gol mas Sojo tirou em cima da linha. Antes disso, Endo havia exigido ótima defesa de Armani do outro lado.

á após o gol, o Kashima teve ótima chance para ampliar logo em seguida, aos 34, mas Armani mais uma vez fez milagre, em cabeceio de Ueda. No fim do primeiro tempo, o Atlético voltou a carimbar a trave, no que seria, talvez, a última grande chance de empatar, já que na segunda etapa, os lances de gols foram mais raros. O castigo veio já na reta final, com mais dois gols japoneses.

A decepção no Japão é a segunda do Atlético Nacional, que também havia amargado uma derrota em sua estreia em Mundiais, em 1989, para o Milan. Já os japoneses, tão acostumados a apenas receber a decisão do torneio, irão, pela primeira vez, disputar o título. O Kashima, por sinal, tão tradicional em seu país natal, é um estreante na competição.

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