Alvo da Lava Jato, vice do Timão deixa prisão e diz: ‘Não recebi nada’

O vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, pagou fiança de R$ 5 mil e deixou a sede da Polícia Federal em São Paulo na tarde desta terça-feira. Conduzido a depor coercitivamente na Operação Lava Jato, ele acabou sendo preso em flagrante por posse ilegal de duas armas cujos registros estavam desatualizados (crime afiançável).

André Luiz Oliveira, o André Negão (Foto: MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS)
André Luiz Oliveira, o André Negão (Foto: MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS)

A 26ª fase da Operação Lava Jato aponta que houve pagamentos de propinas da construtora Odebrecht na obra da Arena Corinthians, inaugurada em 2014. A revelação foi feita nesta terça-feira pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da força-tarefa Lava Jato, em Curitiba.

De acordo com o Ministério Público Federal, um diretor da Odebrecht aparece em planilhas da empresa responsável pelas obras da Arena Corinthians como autor de solicitações de pagamento de R$ 500 mil para uma pessoa identificada como “Timão”. A Polícia Federal entende que a pessoa por trás desta alcunha é André Negão, já que o endereço contido no documento é o mesmo do dirigente alvinegro. O vice corintiano e a sua defesa negam qualquer recebimento de dinheiro ilicitamente.

– Ninguém da Lava Jato me acusa de nada, fui tratado com bastante cordialidade aqui por todo mundo. Não sei de valor nenhum, nunca recebi nada. Perguntado eu fui, mas disse que não recebi, só isso – afirmou o dirigente na saída da delegacia.

André Luiz afirma que seu depoimento durou cerca de 15 minutos apenas, mas que teve de ficar mais tempo na sede da PF até viabilizar o pagamento da fiança pelo porte de armas.

Pela manhã, o procurador do Ministério Público Federal Carlos Fernando Santos de Lima afirmou que alguns dos codinomes contidos nas planilhas já foram decifrados. Lima, porém, não revelou se o “Timão” já é conhecido após a análise de dados e afirmou que “na medida do possível, o juiz Sergio Moro baixará o sigilo e os fatos ficarão mais claros”. (LANCEPRESS)

Comentários

comentários