Além de ter o corpo queimado, esposa de ex-vereador pode ter sido estuprada

Os autores do crime são o caseiro Rivelino Mangelo, de 45 anos, e seus Alberto Nunes Mangelo, de 20 anos e Rogério Nunes Mangelo, de 19 anos,

Investigadores apuram se a esposa do ex-vereador Cristóvão Silveira, de 65 anos, Fátima de Jesus Diniz Silveira, de 56, foi estuprada antes ou depois de ser morta. Ela teve parte do corpo queimada e foi encontrada seminua.

O caseiro e dois filhos são apontados como os autores do crime contra o casal.

O duplo assassinato aconteceu no Sítio Bem Te Vi, de propriedade das vítimas, localizado no quilômetro 24 da MS-080, região do distrito de Aguão, no município de Campo Grande.

A ação dos criminosos teve início por volta das 16h de ontem (18) e terminou às 18h. A polícia descobriu o crime cerca de duas horas depois.

No sítio existem quatro imóveis, sendo um ocupado pelas vítimas, um onde mora o caseiro com a esposa cadeirante e a filha de 13 anos, outro onde são armazenados ferramentas e sacos de ração e, por fim, uma casa desocupada. O crime foi cometido no local usado como depósito.

Fátima estava com a calça abaixada na altura dos pés, vestia apenas calcinha e uma blusa. Ela teve o corpo queimado, e em seu pescoço havia um corte profundo e a suspeita é de que tenha sido estuprada pelos marginais.

O corpo do ex-vereador foi encontrado no cômodo ao lado. Ele apresentava vários cortes provocados por facão e teve o rosto desfigurado. Silveira foi escalpelado, ou seja, teve o couro cabeludo arrancado, e os dedos da mão decepados, provavelmente por tentar se defender dos golpes.

Depois de praticar o crime, o caseiro e os filhos entraram na residência do casal e, em seguida, subtraíram a caminhonete Mitsubishi L200 das vítimas, televisor, duas armas de fogo, sendo uma arma longa e um revólver.

Um filho e um sobrinho do caseiro foram encontrados nessa manhã na cidade de Anastácio e encaminhados pelo Choque para a sede do Garras. A caminhonete roubada foi interceptada perto da cidade de Corumbá, pela Polícia Militar, sendo abandonada pelos autores que fugiram pela mata e ainda não foram localizados.

Um vizinho do casal, que preferiu não se identificar, relatou que o caseiro estava trabalhando na chácara há seis meses e morava com sua mulher paraplégica e uma filha de 13 anos. No celular de Rivelino, foram localizadas várias mensagens da premeditação do crime.

Ação dos bandidos está sendo investigada como roubo se da violência resulta morte, associação criminosa e estupro.

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