Alckmin diz que vai reajustar a tabela do SUS e reabrir leitos fechados em hospitais

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Geraldo Alckmin fez hoje, campanha no interior de São Paulo

O candidato do PSDB a presidente da República, Geraldo Alckmin, disse neste sábado (22), que pretende reabrir 30 mil leitos fechados em hospitais e corrigir a tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para recuperar a saúde pública.

Geraldo Alckmin fez campanha no Centro de Sorocaba (SP), interior de São Paulo. O candidato caminhou com apoiadores na região da Praça Fernando Prestes. Ainda neste sábado, Alckmin passou por Piracicaba e visitou Jundiaí, cidades do interior de São Paulo.

“É isso que vou fazer no Brasil. Recuperar a saúde, reabrir os 30 mil leitos fechados. E levar esse modelo de ambulatório de especialidades com cirurgia e com o ‘Hospital Dia’ para atender quem precisa; reduzir fila, e atender com humanização, com qualidade. Governo não faz favor, governo tem obrigação e a população tem o direito de acesso à saúde. Esse é o nosso compromisso e até dever como médico”, disse o candidato.

“Precisamos cortar gasto, cortar desperdício, para poder investir na saúde. E a primeira tarefa é corrigir a tabela do SUS, aqueles itens que estão mais defasados, e apoiar as nossas Santas Casas e hospitais filantrópicos que atendem o SUS”, concluiu.

Candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) durante campanha em Sorocaba — Foto: Carlos Dias/G1

Candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) durante campanha em Sorocaba — Foto: Carlos Dias/G1

Salário mínimo

Geraldo Alckmin também prometeu, se eleito, garantir ganho real na correção do salário mínimo, inclusive nos pagamentos a aposentados.

“Salário mínimo nós vamos ter, além da inflação nós vamos ter ganho real, então nós vamos ter para o salário mínimo, além da inflação, ganho real e não vamos desvincular os benefícios, salário mínimo é mínimo, todos vão ser beneficiados. Então, aposentadoria não há hipótese de desvincular do salário mínimo o piso, benefícios de prestação descontinuada”, afirmou.

Investimentos e competitividade

O candidato do PSDB afirmou que o Brasil ficou caro para o investidor por causa da burocracia e do sistema tributário e prometeu uma reforma no sistema bancário para garantir investimentos e competividade ao país.

“Trazer investimento para o Brasil, com uma agenda de competitividade. O Brasil ficou caro, muito caro, perdeu competitividade e por que é caro? Porque tem imposto demais. O sistema tributário muito ruim, o custo do dinheiro, vamos fazer uma reforma no sistema bancário, acabar com essa história de que o presidente tem que autorizar pra vir um banco estrangeiro pra cá”, disse Geraldo Alckmin.

“Estados Unidos tem 4 mil bancos. Vamos tornar o dinheiro mais barato desburocratizar –burocracia encarece, cria corrupção, vender facilidades, fazer uma profunda reforma do estado e melhorar a logística, infraestrutura, para poder reduzir o custo Brasil”, concluiu.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, durante caminhada em Piracicaba (SP). — Foto: Paulo Gonçalves/EPTV

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, durante caminhada em Piracicaba (SP). — Foto: Paulo Gonçalves/EPTV

Recuperação de rios

Em Piracicaba, Alckmin fez uma caminhada ao lado de políticos e de eleitores. Em entrevista a jornalistas, o tucano foi questionado sobre propostas para recuperar o Rio Piracicaba, que banha a região. O candidato do PSDB afirmou que se eleito vai implementar o Programa Nascentes que, segundo o tucano, terá o objetivo de “recuperar a recarga de água dos rios”.

“Dragagem, desassoreamento dos rios, recomposição de matas ciliares para recarregar, ter mais água. E tratamento de esgoto, que é saúde para a população e é recuperação ambiental”, declarou.

Ele voltou a afirmar que pretende “salvar” o Rio São Francisco, importante para o abastecimento de água na região Nordeste do país.

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, durante visita a Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/G1 Piracicaba e Região

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, durante visita a Piracicaba — Foto: Claudia Assencio/G1 Piracicaba e Região

Etanol e dívidas de empresários

Em Piracicaba, cidade de grande produção sucroalcooleira, Alckmin também defendeu a redução de impostos que incidem sobre o etanol.

“Nós [no governo de São Paulo] fizemos redução de imposto, reduzimos o imposto, o ICMS, de 25% para 12% para o etanol, fortalecendo uma energia renovável, limpa, ajudando o meio ambiente, a saúde da população, beneficiando o contribuinte com combustível mais barato. E gerando emprego através do setor sucroalcooleiro. Então isso que a gente precisa levar para o Brasil inteiro”, disse.

Em relação às dívidas de grandes empresários, Alckmin disse que os governos federal, estaduais e municipais precisam fazer a cobrança. No entanto, ele voltou a dizer que é necessário “melhorar o sistema de impostos”, que, na avaliação do tucano, é “muito complexo”.

“Nós vamos tirar cinco impostos por um só, que é o IVA, o imposto de valor agregado, e vamos reduzir imposto, o coorporativo, para ter mais investimento. Hoje o mundo inteiro reduz imposto para atrair investimento, para ter emprego”, declarou.

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