AL define membros da Comissão e que irá a Brasília para apurar denúncias contra governo

Lúcio Borges

Com exceção de Rinaldo, os demais deputados fazem parte da Comissão

Os deputados estaduais após aprovarem na última quinta-feira (25), definiram hoje, os membros da Comissão especial na AL-MS (Assembleia Legislativa de MS) para apurar denúncias contra governo, feitas há dez dias em delação premiada dos empresários donos da JBS, os irmãos Batistas. Após ser oficializada sua criação em Diário Oficial, foram escolhidos e ‘nomeados’ nesta terça-feira (30), os cinco membros do colegiado que vai investigar até diretamente o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB). Agora, os membros vão se reunir ainda hoje, as 17 horas, para definir presidência e relatoria do grupo. Contudo, com os demais parlamentares, já foi definido que o grupo irá a Brasília, buscar documentação.

O grupo ficou com a seguinte formação: Pedro Kemp (PT); pelo bloco do PSDB, Flávio Kayat (PSDB) e Paulo Corrêa (PR); Eduardo Rocha e Márcio Fernandes pelo PMDB. “Iremos até Brasilia para pegar tudo em mãos e mostrar que tem uma Comissão em MS, que está investigando os fatos e queremos nós também saber e resolver em nossa Casa”, disse Corrêa.

Os deputados anunciaram que não é o foco, mas que podem apurar novas denúncias, como a que apareceu no programa Fantástico, no último domingo, e ou que surgirem no caminho. “O requerimento, o oficial é sobre o que havia acontecido sobre a delação da JBS. Mas, como irá envolver até outras administrações passadas, e que está surgindo algo relacionado ou com novas denuncias que podem ir contra o governo”, comentou Kayat.

Os donos da JBS, em delação premiada, afirmaram que foram pagos R$ 150 milhões em propina aos ex-governadores Zeca do PT, André Puccinelli (PMDB) e o atual governador, em troca dos incentivos fiscais concedidos a empresa. Contudo, a investigação oficial requerida foca no atual governo, pois é a gestão constituída e que inerente pode responder por algo no presente momento.

Posições de hoje e já apontadas

Como o Página Brazil já noticiou Reinaldo negou as acusações e disse que a delação dos donos da JBS era “mentirosa” e faltava com a verdade. Ele alega que só recebeu da JBS, uma doação oficial, no valor de R$ 10,5 milhões, que foi repassada a sua campanha, em 2014, por meio da direção nacional do PSDB. Bem

Flavio Kayat, que é deputado do partido do governador, espera que a comissão apure todas as informações, para mostrar a realidade de todos e que ‘não possa jogar todo mundo na mesma vala’. “Temos que mudar as opiniões, mostrar quais políticos são sérios e quem cometeu irregularidades. Não ficar tudo na mesma coisa, sem distinção, na vala ou vai para vala todo mundo, sem separar as coisas”, apontou o parlamentar ante o que afirmou também que ele mesmo recebeu R$ 14,3 mil do partido, mas somente depois descobriu que era da JBS. “Na época, era até prestígio receber doação de uma empresa que era elogiada no Estado”, completou.

O PT definiu Pedro Kemp para compor o grupo. A ideia do deputado, afirma, é questionar os envolvidos, os que foram citados na delação e os que têm relação. “No meu caso, recebi R$ 30 mil no partido, mas não sabia que era da JBS”. Se nenhum dos parlamentares quiser ocupar os principais cargos, ele se coloca a disposição.

A comissão criada poderá também investigar as últimas denúncias envolvendo o governo estadual. Sem citar quais seriam, o deputado Eduardo Rocha, escolhido do PMDB, disse que ir a Brasília, é pedir diretamente para o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, cópia da delação da JBS.

“Independente verificar as questões da JBS, nada impede de analisar denúncias locais, como de frigoríficos daqui. Vamos avaliar tudo”, completou Márcio Fernandes.

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