Agora: empresário envolvido em caso de exploração sexual presta novo depoimento

Investigado por envolvimento em suposta rede de exploração sexual de adolescentes, o empresário Luciano Roberto Pageu, mais conhecido como Luciano Altar, foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), onde presta depoimento nesta manhã (23).

Luciano Pageu é empresário do setor gospel  (Foto: Reprodução/Facebook)
Luciano Pageu é empresário do setor gospel
(Foto: Reprodução/Facebook)

Conforme a investigação, no final do mês passado, Fabiano, que é ex-funcionário de Luciano, teria tido acesso às imagens de adolescentes junto ao vereador Alceu Bueno. Os arquivos teriam sido repassados para o ex-funcionário por uma suposta cafetina, que teria ficado revoltada depois que duas adolescentes que se prostituíram acabaram sendo levadas para a delegacia.

Com as imagens em mãos, o ex-funcionário procurou Luciano e esse, por sua vez, procurou o vereador Alceu Bueno, levando ao conhecimento dele as imagens. “Deus te blindou, caíram umas meninas que iriam te extorquir, mas por acaso essas meninas estavam hospedadas na casa de um funcionário meu”, teria dito Luciano ao vereador, segundo depoimento de Alceu à Polícia Civil.

Diante da situação, Alceu teria acionado o ex-vereador e também advogado Robson Martins para aconselhá-lo no caso. De acordo com o inquérito, Robson tomou a frente nas negociações com o ex-funcionário de Luciano, que inicialmente teria pedido R$ 1 milhão para não divulgar as imagens.

Os valores foram sendo negociados entre Robson e Luciano Pageu, que confirmou a Alceu que teria mandado o ex-funcionário para o interior de São Paulo. Evitando, assim, o contato com Bueno.

À polícia, o vereador afirma que Robson Martins teria feito uma “lavagem cerebral” nele, o orientando a pagar a quantia que o funcionário de Luciano solicitava. Para dar “um cala boca” no responsável pela extorsão, o vereador Alceu Bueno disse à polícia ter pago R$ 100 mil a Robson e Luciano.

Segundo a investigação, a quantia foi paga em espécie, depois que o vereador vendeu bens e contraiu empréstimos com conhecidos. Depois de receber a primeira quantia, a dupla teria solicitado mais R$ 50 mil ao vereador, em duas parcelas. No fim das negociações, o valor caiu para R$ 27 mil e depois para R$ 15 mil.

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