Advogada suspeita de chefiar grupo que aplicou golpe milionário em aposentado faz acordo para devolver dinheiro

A defesa da advogada Emanuelle Alves Fernandes da Silva, suspeita de chefiar um grupo que em Mato Grosso do Sul aplicou um golpe milionário em um aposentado do Rio de Janeiro, formalizou nesta terça-feira (25), em Campo Grande, um acordo com a advogada da vítima para devolver o dinheiro a ele.

Advogada Emanuelle Alves Fernandes da Silva chegou a ficar presa por 45 dias por suspeita de chefiar o grupo que aplicou o golpe no idoso — Foto: Allysson Maruyama/TV Morena

O acordo para a devolução do dinheiro da vítima foi protocolado no Fórum de Campo Grande. A advogada da vítima, Mônica Possas, que veio do Rio de Janeiro para formalizar a conciliação, explica que com a medida, que depende ainda da aprovação do juiz do caso, o processo cível será encerrado.

Entretanto, o outro processo, o da esfera criminal, pelo golpe continua tramitando e está em segredo de Justiça. Emmanuelle responde por estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos e falsidade ideológica. O advogado dela nega as acusações.

Ela é investigada pela suspeita de ser a chefe de um grupo que aplicou o golpe no idoso. A vítima perdeu mais de R$ 5,5 milhões na venda fictícia de uma fazenda.

Emmanuelle chegou a ser presa no fim de julho. Ela ficou detida no Presídio Militar durante 45 dias. Este mês o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar para que ela responda o processo em prisão domiciliar, já que é mãe e tem filhos pequenos. Para isso, entretanto, condicionou que a suspeita usasse tornozeleira eletrônica.

Emanuelle é mulher do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, da 5ª Vara de Família e Sucessões.

Além dela, três homens que tentaram transferir parte do dinheiro da vítima usando documentos falsos também foram presos e conseguiram a liberdade provisória no STJ.

Relembre o caso
O grupo de Campo Grande conseguido roubar dinheiro da vítima com a venda fictícia de uma fazenda. Emmanuelle, conforme a denúncia, criou uma pessoa fictícia como sendo credora do aposentado na venda da propriedade.

Ela, então, entrou com um processo de execução em Campo Grande e conseguiu a liberação por meio da Justiça de cerca de R$ 5,5 milhões, depositado em uma conta do escritório dela.

A advogada pegou quase R$ 4 milhões, sob a justificativa de recebimento de honorário.

A vítima procurou a polícia que alertou a Justiça sobre documentos falsos usados no processo: uma confissão de dívida e notas promissórias.

O juiz, que a princípio deu ganho de causa ao grupo, disse que “foi enganado” pelo grupo.

Comentários