Adolescente diz que matou ao sofrer assédio sexual

28papai
Desentendimento ocorreu perto do bar onde vítima e autor bebiam

O adolescente de 16 anos apresentou-se à polícia, ontem (27), e confessou o assassinato do motorista de ambulância Sebastião Ribeiro Coutinho, 59 anos, em frente ao bar do Papai, ocorrido na madrugada do dia 5 deste mês, na Rua Gualter Barbosa, no bairro Jardim Campo Belo, em Campo Grande . No entanto, ele justificou-se dizendo que matou para se defender de assédio sexual. O assassinato ocorreu na madrugada do dia 5 de julho.

De acordo com o delegado Alexandre Amaral Evangelista, da 2ª delegacia, responsável pelo inquérito, o menor se apresentou, foi interrogado e liberado, já que contra ele não havia pedido de apreensão, nem a situação de flagrante.

Em depoimento, ele confessou ter assassinado Sebastião com duas facadas no tórax. “Segundo o menor infrator, a vítima bebia junto com um amigo em uma mesa e ele estava em outra, acompanhado de outros adolescentes. Em determinado momento, a vítima, o colega dela, o autor e outro adolescente, começaram a se interagir e se sentaram na mesma mesa, onde beberam juntos. Instantes depois, o colega da vítima e do autor foram ao banheiro, momento em que Sebastião teria convidado o adolescente infrator para dar uma volta de carro. Saíram da mesa e, na porta do carro, ainda do lado de fora, começaram uma luta corporal”, disse a autoridade.

Conforme afirmado pelo adolescente, a briga teria se iniciado depois de Sebastião lhe propor uma relação sexual. O adolescente se negou, foi ameaçado de morte e pego a força pelo braço. Neste momento, segundo relato feito à Polícia Civil, ele começou a lutar com motorista, quando sacou uma faca de serra e deu dois golpes na vítima. Ele também admitiu que chutou Sebastião.

A faca, segundo o menor, foi descartada logo depois do assassinato e não foi apreendida.

Sebastião Coutinho estava acompanhado de colega, que prestou depoimento e negou qualquer interesse sexual dele pelo garoto. No entanto, o amigo não viu quando a vítima foi para o carro com o adolescente. O delegado disse que o amigo estava no banheiro no momento do crime.

Se comprovada a versão do adolescente, o caso, agora tratado como homicídio, poderá ser tratado como legítima defesa.

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