Acusado de matar Mariely acusa mãe e irmã da vítima de participação no crime

O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa convocou coletiva nesta segunda-feira (11), em Campo Grande, para apontar uma possível reviravolta no caso Marielly, em que o cliente dele, Hugleice da Silva, é apontado como responsável pelo aborto e ocultação do cadáver. Na sexta-feira (8), ele manteve contato com a família do réu e novas informações vieram à tona, no qual Hugleice acusa mãe a irmã da vítima de participarem do crime.

Defesa comentou que ele deve falar em juízo e não vai mais “esconder nada” do que aconteceu na época.

Segundo o advogado, suspeito teria admitido a culpa sozinho pelo crime para tentar salvar o casamento, mas que na realidade tanto a mãe da jovem como a irmã da vítima sabiam do aborto e teriam participado também do ato que terminou na morte da jovem.

O pedido de prisão preventiva foi feito na última sexta-feira (08) por um juiz de Sidrolândia, no qual é pedido que Hugleice seja levado a júri popular. O advogado afirmou que o cliente não mora mais no município desde 2011.

Rosa afirma ainda que até hoje nunca foi provado que o bebe que Marielly esperava era mesmo do cunhado, nenhum exame de DNA foi feito na época. Hugleice está preso desde de novembro de 2018 depois de tentar matar atual mulher a facadas.

O caso

A jovem tinha 19 anos na época dos fatos. Segundo a denúncia, ela desapareceu quando foi levada de Campo Grande até Sidrolândia – município a 70 km da capital de Mato Grosso do Sul – pelo cunhado para realizar o aborto. Os dois tinham um relacionamento sexual e não queriam a criança.

Hugleice teria contratado os serviços do enfermeiro Jodimar por R$ 500. No dia 21 de maio, a jovem morreu após o aborto malsucedido. Os dois acusados levaram o corpo da vítima até a estrada vicinal a 4,2 km da rodovia MS-162, na caminhonete do cunhado da vítima. Ele confessou o crime, na época, e foi preso.

Ao todo, foram ouvidas 12 testemunhas, além de duas que o Ministério Público e a defesa de Hugleice desistiram. Para o magistrado, os fatos ficaram comprovados por meio do boletim de ocorrência noticiado o desaparecimento da vítima, teste de gravidez positivo, boletim de ocorrência noticiado a localização do corpo em Sidrolândia, laudo de perícia necro-papiloscópica de identificação de cadáver, laudo necroscópico, auto de exibição e apreensão na casa de Jodimar, laudo de perícia papiloscópica, pesquisa de sangue humano no local onde o corpo foi encontrado, auto de reconhecimento fotográfico realizado por Luzimara, termo de acareação realizada entre Jodimar e Hugleice, auto de reconhecimento realizado por Hugleice e Luziamar, reconhecimento Jodimar, boletim de ocorrência de ameaça registrado pela testemunha Luzimara contra Jodimar, exame físico e descritivo farmacológica dos remédios e utensílios encontrados na residência de Jodimar, auto de apreensão das caminhonetes da empresa de Hugleice, quebra de sigilo telefônico, laudo de pesquisa de sangue humano nas macas encontrado na residência de Jodimar.

A principal testemunha, Luzimara Medeiros do Amaral, foi ouvida quatro vezes, sendo três durante as investigações policiais e uma em juízo. As primeiras versões ela disse que viu Marielly chegar com Hugleice na casa de Jocimar, e que teria visto a jovem nua sobre a maca. Mas diante do juiz ela disse que não se recordava dos fatos e que havia sido pressionada a prestar os depoimentos anteriores.

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