Acusada de matar cunhado adolescente vai a júri popular nesta semana

Lúcio Borges

O júri popular da ré Talita Regina de Souza, acusada de homicídio qualificado cometido a quase três anos, em relação a um adolescente de 13 anos, então seu cunhado, está marcado para acontecer nesta quarta-feira (19) em Campo Grande. A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital começa o julgamento da acusada de homicídio qualificado em relação ao ao garoto que era estudante, com emprego de asfixia, utilizando uma corda. O júri está marcado para iniciar às 8 horas no Fórum Heitor Medeiros, leva o crime que teria sido uma vingança ou acerto de contas por causa do menino ter visto uma traição dela ao irmão dele.

Conforme o processo, inciado pelo MPE-MS (Ministério Publico Estadual), o fato aconteceu no dia 1º de agosto de 2016 nas proximidades do lixão na Capital, onde o delito foi consumado com a participação de mais dois comparsas, J.M.D.D. e L.A.M.F. (o “Nando”), que foram acusados também de atuarem no assassinato do estudante. O estudante vítima foi atraída até o local da morte mediante dissimulação, com a desculpa de que usariam drogas.

De acordo com a denúncia do MPE, a ré Talita,  matou por motivo torpe, uma vez que praticou o crime em razão da vítima ter visto ela traindo seu irmão. Já o réu L.A.M.F. foi acusado por empreitada criminosa ao conduzir a vítima ao local dos fatos, bem como por ter providenciado a corda utilizada para consumar o assassinato. O réu J.M.D.D. foi denunciado pela prática do crime na medida em que prestou auxílio na contenção física da vítima.

Consta ainda na denúncia que, com a finalidade de ocultar o cadáver, os acusados enterraram o corpo de ponta cabeça, na região do Jardim Veraneio, sendo que seus restos mortais foram encontrados somente meses depois, após L.A.M.F. e J.M.D.D. indicarem a localização.

Juri Popular e condenação de comparsas

Diante dos fatos, o juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, pronunciou a ré de acordo com o artigo 413 do Código Penal (convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação), além do artigo 121, § 2º, incisos I, III e IV (homicídio, motivo torpe, com emprego de asfixia, mediante simulação).

A acusada recorreu da pronúncia, sendo o processo desmembrado com relação a ela. No entanto, o TJ negou o recurso e determinou que ela fosse levada a julgamento conforme a pronúncia.

O codenunciado J.M.D.D. foi levado a julgamento popular no dia 21 de setembro de 2018, ocasião em que o conselho de sentença o absolveu do crime de homicídio, mas o condenou pelo crime de ocultação de cadáver, recebendo a pena de 1 ano, 1 mês e 10 dias de reclusão, não sendo colocado em liberdade em razão de outros processos.

Já com relação a “Nando”, o júri dele aconteceu no dia 23 de novembro de 2018, sendo condenado a 18 anos de reclusão, nos termos da pronúncia.

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