ACP fecha acordo para reajuste salarial 2019, apesar de considerar pequeno percentual da prefeitura

Lúcio Borges

Última mesa de negociação e assinatura do acordo (Foto: Denilson Secreta – PMCG)

Os professores da REME (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande terão um aumento no salário de 4,17% neste ano. A ACP (Sindicato Campo-Grande dos Profissionais da Educação Pública), fechou um acordo para reajuste salarial 2019, apesar de considerar pequeno, o percentual dado pela prefeitura. A gestão municipal e a ACP assinaram nesta segunda-feira (1º), o termo de compromisso que garante a correção anual do piso de 20 horas, que ainda será dividido em duas etapas na percentagem que não chega no máximo da dita inflação do período passado.

As negociações começaram em março e a categoria aprovou, este mês, a proposta da prefeitura do reajuste de 4,17%, que pode ter um bônus se a prefeitura arrecadar mais ainda este ano. “O valor será parcelado em duas vezes, sendo que em outubro a categoria terá majoração de 1sobre o vencimento base inicial de setembro de 2019. Em dezembro, serão pagos os 3,17% restantes sobre o vencimento base inicial de novembro, complementando o índice de reajuste do Piso Nacional para 2019″, aponta o prefeito Marquinhos Trad, que lembra que todos os esforços forma medidos para ainda dar o reajuste

Trad ressalta que essa “é uma decisão madura, responsável, tomada após várias reuniões com a categoria. Mesmo com a dificuldade financeira enfrentada, a Prefeitura tem se esforçado para atender minimamente a categoria, por entender a necessidade de investir em algo tão importante como a Educação”, declarou após reunião final de ontem com representantes da categoria.

De acordo com o Termo de Compromisso, caso a arrecadação do município tenha um superávit, os professores terão um aporte de mais 1% em janeiro de 2020, para compensar percentuais atrasados relativos ao piso nacional, que atualmente somam 17%.

Antecipar reajuste no próximo ano

O presidente da ACP, Lucílio Nobre considera o acordo um avanço. “Mesmo que pequeno é um avanço da categoria e uma decisão feita com segurança. Vamos virar o ano de 2019 sem regredir já que a categoria entendeu que nos anos de 2015 e 2016 houve um retrocesso. Mas, embora estejamos em um ano de crise política e econômica, conseguimos dar esse passo através de uma construção conjunta com a atual gestão, na busca de cada vez mais nos aproximarmos daquilo que almejamos”, avaliou o sindicalista.

Nobre ainda apontou que a categoria tem ciência da situação e não quer ser um entrave ou ser apontada como tal, em radicalismos que muitos da população vêem na busca dos Direitos da classe, bem como no principal de uma remuneração ainda mais valorizada.

“Sabemos que a categoria merece muito mais, porém, frente ao cenário econômico, a manutenção dos direitos se torna indispensável para avanços futuros. E já como trabalhadores cumprimos nossa parte com mutia honra e dignidade, e somos parte da gestão e não quem quer atrapalhar qualquer coisa na visão de muitos, mesmo que seja na busca do que merecemos”, declarou o presidente da ACP.

Ficou acertado também entre as partes, que no próximo ano as tratativas referentes ao reajuste tenham início no mês de fevereiro. A expectativa, segundo o presidente da ACP, Lucílio Nobre, é de chegar a 87% do Piso Nacional por 20 horas, condicionado à observância da Lei de Responsabilidade Fiscal e vigência de superávit financeiro.

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