Acontece amanhã julgamento de Jhonny que matou Pâmela no trabalho há um ano

Lúcio Borges

O julgamento de Jhonny Souza, 34 anos, foi marcado e acontecerá nesta quarta-feira (25), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O juri popular será formado amanhã, para julgar o homem que em março do ano passado, invadiu o trabalho e cometeu um feminicidio ao matar a ex-companheira Pâmela Jennifer, então com 32 anos. Ele ainda tentou cometer suicídio, após dar um tiro à queima-roupa na jovem, que morreu tempo depois no hospital. O réu teve concretizado o assassinato após ela ficar internada na Santa Casa por 32 dias, onde foi ao óbito.

A vítima e o agressor foram casados por 11 anos, com relacionamento conturbado, principalmente nos últimos quatro anos, onde ela até registrou sete boletins de ocorrência contra o homem, sendo o último no dia do crime, 23 de março. Deste relacionamento, eles tiveram uma filha, hoje com cinco anos, mas ele não aceitava o fim do casamento a cerca de um ano.

O crime teve inicio na tarde do dia 23 de março de 2017, após Pâmela registrar um boletim de ocorrência contra Jhonny, e, retornar a seu trabalho, em uma loja localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Capital. Na frente do estabelecimento comercial, ela já teria sido abordada pelo acusado, para quem contou sobre sua ida à delegacia. Ela teria entrado na loja, ao passo que o antigo companheiro saíra do local a mando do dono do comércio.

A sequência foi logo depois, enquanto a jovem estava sentada à sua mesa, odne foi surpreendida pela invasão do ex-marido, já com uma arma em punho. Ele aproximou-se dela rapidamente e disparou, acertando seu pescoço. Logo em seguida, o homem tentou se matar com um tiro no próprio rosto. Vítima e autor, contudo, não morreram, sendo encaminhados para a Santa Casa. Embora ele tenha sobrevivido à tentativa de suicídio, sua ex-esposa faleceu cerca de um mês após o ocorrido.

Juri Popular

Em sentença de pronúncia proferida em dezembro de 2017, o juiz titular da vara, Aluizio Pereira dos Santos, decidiu pelo julgamento do acusado por júri popular. Ele responderá pelo crime de feminicídio, qualificado pelo motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

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