Ação da Lava Jato contra Zeca do PT é arquivada no STF por Fachin

Lúcio Borges

Uma ação da Lava Jato contra Zeca do PT, foi hoje (19) arquivada no STF (Supremo Tribunal Federal), quanto a denuncia de delação da publicitária Mônica Moura, mulher de João Santana, também publicitário, das campanhas do PT nacional. O processo que corria no STF contra Zeca, ex-governador de Mato Grosso do Sul, hoje deputado federal e presidente regional do PT, foi arquivado pelo ministro Edson Fachin. A ação apurava denúncia da publicitária que indicava que o atual parlamentar teria feito caixa 2, para quitar despesas em campanha eleitoral para a prefeitura de Campo Grande, em 2004, onde de Vander Loubet (PT), seu sobrinho e também deputado federal, concorreu pelo partido.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi quem pediu o arquivamento do processo, que fazia parte da Operação Lava Jato, em junho. O pedido foi aceito por Fachin, que determinou a extinção do caso no último dia 14 de julho. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial no começo de agosto, depois do recesso forense.

Na delação premiada feita à Justiça pela publicitária e seu marido, o marqueteiro João Santana, consta que Zeca afirmou nunca ter autorizado pagamento de caixa dois. Vander, por sua vez, disse que os gastos da campanha eleitoral de 2014 ocorreram dentro da legalidade.

Por meio da assessoria de imprensa, Zeca disse que não havia prova da denúncia feita pela publicitária. “Sempre tive confiança nisso [arquivamento], porque tudo que praticamos, fizemos lisura, com comportamento ético. Tenho convicção de que os outros processos, o da JBS e o da Odebretch também caminham para o mesmo caminho pelo Ministério Público Federal (MPF), por falta de provas o procurador deve pedir o arquivamento”, disse.

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