Vereadoras negam esquema para compra de votos

A vereadora Carla Stephanini (PMDB) e a ex-secretária municipal de Cultura, Juliana Zorzo (PSC), foram ouvidas na manhã desta quinta-feira (10) pelo promotor de Justiça, Marcos Vera, na sede do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As duas foram intimadas a depor sobre um possível esquema para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Juliana Zorzo esteve prestando depoimento na sede do Gaeco
Juliana Zorzo esteve prestando depoimento na sede do Gaeco

Stephanini afirmou não ter contato com o empresário João Amorim, dono da Proteco Construções, e apontado como um dos articuladores da cassação. Gravações da operação Lama Asfáltica, realizada pela PF (Polícia Federal) em 9 de julho, apontam que empresários, descontentes com a gestão do então prefeito, “patrocinaram” a cassação por meio de compra de voto dos vereadores.

Zorzo, a primeira a ser ouvida, informou que foi convocada como testemunha. Ela informou foi um dos 23 parlamentares que votaram a favor da cassação do prefeito. Ela destacou que foi prestar esclarecimentos na condição de testemunha na Operação Coffee Break,

Logo após Gilmar Olarte assumir o cargo de prefeito, ela foi nomeada para assumir o cargo de diretora-presidente da Fundac.”Não há qualquer ligação entre a nomeação e o voto para cassar o mandato”, afirmou,

De acordo a informação repassada pelo procurador-geral de Justiça, Humberto Brittes, todos os 29 vereadores que exerciam o mandato quando Alcides Bernal foi cassado serão convocados a depor. Desta forma, alguns ex-parlamentares que ocupam outros cargos atualmente deverão prestar esclarecimentos, como Herculano Borges (SD) e Alceu Bueno (Sem Partido), que já foram ouvidos. Nesta lista ainda estão Elizeu Dionízio (SD) e o ex-governador Zeca do PT, que estão na Câmara Federal, Grazielle Machado (PR), hoje deputada estadual, e Rose Modesto (PSDB), vice-governadora.

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