30-12 – TIRIRICA ERROU

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Ministro da Fazenda por nove longos anos, Guido Mantega saudou a escolha de Nelson Barbosa para o Ministério, afirmando que é o homem certo para o momento. Nélson Barbosa, antes Ministro do Planejamento como Mantega, sempre se opôs ao ajuste fiscal necessário, preconizado pelo ex Joaquim Levy. Agora vai poder por em prática, afinado com a Presidente, um arremedo de ajuste, só para tentar recuperar a confiança perdida. Algo suave. É como dar analgésico a um paciente com infecção grave, em lugar de um tratamento de choque com antibiótico.

O PT divulgou um documento chamado “Uma nova e ousada política econômica para 2016”. Heterodoxia à solta nos sonhos do partido. Fórmula que sempre deu errado nos países que abraçaram o ideal socialista. Ao mesmo tempo, o líder do governo, irmão de José Genuíno, sentenciou que o Brasil precisa de mais estado e menos mercado. Essa é precisamente a fórmula que afundou a Argentina dos Kirchner e a Venezuela bolivariana.

São manifestações que servem para nos prepararmos para o 2016 que está entrando. Pelo jeito, ainda vamos descer muito nesse poço. Os que esperam pelo pior já podem esperar por um +pior, derrubando o absoluto desse superlativo. O deputado Tiririca elegeu-se com a palavra de ordem “Vote no Tiririca: pior do que está, não fica”. Pois Tiririca, certamente acompanhando mais perto a polícia nacional, já deve estar pensando em mudar o seu princípio, desacreditado pelos fatos.

Por fim, um registro. A presidente Dilma e muitos colunistas defenderam Chico Buarque do que chamaram de agressões de intolerantes radicais, num bate-boca à saída de um bar no Leblon. Pois dou meu testemunho de que antes de ser vítima, Chico foi autor. Em 1989, por duas vezes, Chico comandou um grupo, onde também estavam Marieta Severo e Paulo Betti, que hostilizou a mim e à liberdade de informação. Foi na Prudente de Moraes, em Ipanema, e na rua Von Martius, em frente à Globo, em dias diferentes. “Alexandre Garcia, cala a boca, reacionário!” era a palavra-de-ordem. Não queriam a divulgação das pesquisas, que mostravam que Lula iria perder a eleição. Nunca dei importância para aquilo, mas agora preciso lembrar, para que passado e presente possam ser postos em cada prato da mesma balança.

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