22-07 – Boas ideias

JOB

As boas ideias são a matéria prima das agências de propaganda, o seu tesouro, e como tal, difíceis de serem encontrados.

Já vi criações muito boas desperdiçadas por terem sido usadas inadequadamente, seja em períodos indevidos ou produtos e serviços para o qual a ideia não fazia sentido. Vai daí o valor da ideia desenvolvida a partir de um bom briefing, fundamentada em pesquisas e em elementos que a coloquem em sintonia com os desejos do consumidor.

Por outro lado, já vi também muito dinheiro jogado fora em campanhas sem ideia nenhuma, particularmente em moda. Mas não é esse o nosso assunto.

Boas ideias fluem de um número imenso de informações acumuladas e de associações nem sempre lógicas a primeira vista. É um processo onde a medida e a sequência certas da união dos ingredientes conduz ao resultado.

Passar ou ficar aquém do ponto coloca em risco o objetivo que se pretende.

Vem daí a pratica do brainstorm nas agências de propaganda, onde todos apresentam suas ideias, por mais absurdas que sejam. De repente, um dos envolvidos no processo pode, a partir de uma dessas colocações, desenvolver uma linha de raciocínio que conduza a um ponto não imaginado pelos outros.

Esse é um tipo de talento, palavra de origem latina, que significa inclinação natural de uma pessoa a realizar determinada atividade. Neste caso, a associação de informações aparentemente irrelevantes e desconexas, que em conjunto se transformam e originam uma nova ideia.

Para Thomas Edison, talento representava 1% de inspiração e 99% de transpiração. O mesmo ocorre com as boas ideias e, quando o 1% de inspiração finalmente acontece, vem acompanhado de uma satisfação indescritível.

Mas e quando isso não ocorre?

Já vi atendimento discutir com criativo e o inverso também. Já vi gente jogar tudo pra cima e ir esfriar a cabeça fora da agência. Outros, pedirem para mudar o job de dupla. Já vi ainda idiotas de plantão (gente que não tem nada a ver com o que está acontecendo) dar um pitaco e apresentar a solução para um problema que rolava há dias. Vi também dupla de criação indo tomar uma no botequim ao final do expediente e com dois minutos de cana encontrar a inspiração!

Enfim, longe do problema, algumas situações chegam a ser hilárias.

Existe outra alternativa. O livro Criatividade & Marketing – Duailibi e Simonsen – M.Books, trás a Régua Heurística®, um instrumento que tem como papel propor perguntas, que podem fazer sentido ou não, mas sua combinação de elementos certamente conduzirá a questionamentos úteis na busca da melhor solução para os mais variados casos. É uma ferramenta que diminui o processo de transpiração e amplia o de inspiração, proporcionando ao criativo a ideia mais adequada.

Sua utilização em diversas áreas tem sido de grande valia porque estimula a imaginação com proposições acumuladas e grande quantidade de material sob a forma de idéias — boas, más, indiferentes. De todo este material, e a associação de idéias, o nosso julgamento (ou o de outros), consegue-se extrair uma série de boas idéias.

Vale testar.
http://www.criatividade-marketing.com.br/comofunciona.html

Máximas do Meio:
“Se quiser ter uma boa idéia, tenha antes uma porção de idéias.”
Thomas Edison

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