“2017 também será difícil e exigirá união de esforços”, diz Mochi sobre retorno Legislativo nesta semana

O trabalho dos Poderes Legislativo do Brasil retorna nesta semana, após 45 dias de recesso parlamentar, como o Página Brazil já noticiou sobre o Congresso Nacional, bem como as Assembleias Legislativas de cada Estado e Câmaras Municipais reabrem sessões nas Casas de Leis, na quarta ou quinta-feira, 2 de fevereiro. Nos municípios, os legislativos neste ano reabrem renovados, após eleição 2016, que em Campo Grande, por exemplo, terá 65% de novos vereadores, sendo 19 parlamentares, dos 29, em primeiro mandato. As Casas de Leis retornam em sessão solene, contando com a presença do governador Reinaldo Azambuja, do prefeito Marquinhos Trad e outras autoridades entre os convidados. Desde o fim do ano passado, que foi um “ano de crise”, parlamentares, como os de Mato Grosso do Sul, já diziam que 2017, será também um ano difícil e exigirá união de esforços em todos os setores.

Apesar de ser a abertura oficial no Poder Legislativo, os chefes dos Executivos em geral leêm sua Mensagem ao Parlamento, na qual abordam as realizações do governo e propostas para o ano corrente, além de falar de alguns cenários do País, Estado e municípios para 2017, onde pedem apoio do Legislativo para ações do Executivo. Contudo, antes da abertura dos trabalhos diários em sessões ordinária, Senado e Câmara irão escolher seus novos presidentes e demais integrantes da Mesa Diretora. Nas Câmaras, como houve a eleição geral, no dia da posse em 1º de janeiro, já ocorreram a definição das novas direções.

Já nos Estados devem ocorrer as eleições, mas em Mato Grosso do Sul, a AL-MS mudou regimento e antecipou processo para a última sessão do ano, tendo já feito a eleição e a recondução do então presidente Junior Mochi (PMDB), para segundo mandato no período 2017/2018.

Mochi, reeleito para mais um mandato à frente do Parlamento Estadual, com início dia 1 de fevereiro, disse que as prioridades no ano novo serão o aperfeiçoamento das gestões interna e administrativa, a redução de custos, a eficiência do Poder Legislativo, a transparência das ações administrativas e parlamentares e a aproximação cada vez mais constante e permanente dos segmentos que representam a sociedade. “Vamos ainda continuar com problemas em 2017, que já foram sinalizados no ano passado, que terão que ter medidas a serem analisadas e decidida sem falta já nos primeiros meses deste ano”, comentou Mochi

Mochi e Rinaldo na mesa diretora (Foto: ALMS)

Muita demanda do Governo do Estado

O presidente da AL-MS lembrou que matérias estratégicas, enviadas principalmente pelo Executivo estadual, darão entrada na Casa de Leis logo no reinício dos trabalhos. “A reforma administrativa do Governo do Estado, a criação do Fundo de Estabilização Fiscal, que prevê destinar recursos de empresas que recebem incentivos para garantir a saúde financeira do governo e para um fundo de investimentos, além de alterações no Regime de Previdência Social do Estado de Mato Grosso do Sul (MS Prev), disse Mochi.

Para o líder do Governo, Professor Rinaldo (PSDB), 2017 será difícil e exigirá união de esforços em todos os setores. “Não haverá trégua, mas esperamos em Deus que seja um ano bom, com muito diálogo e responsabilidade, como foi em 2016, apesar de tudo e alguns imbróglios pelo caminho”, analisou.

O líder do PT, Amarildo Cruz, ressaltou que os debates contundentes marcaram o período. “Vivemos uma turbulência na vida institucional do País; estamos sendo protagonistas de transformações na vida pública e política e buscamos sempre agir de forma responsável, dando a nossa contribuição para que o Estado possa avançar”, disse.

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