Procon-MS multou 87% de postos fiscalizados durante a greve dos caminhoneiros

Lúcio Borges

De 24 postos de combustível fiscalizados, 21 foram autuados pelo Procon-MS em Campo Grande, durante os dias de mais de uma semana de greve dos caminhoneiros pelo Brasil. Este é um dos resultados apresentados em ação de fiscalização do órgão de defesa do consumidor, que teve que ir a campo e agir após receber inúmeras denuncias de abuso de preços praticados pelos comerciantes no reajuste do valor dos combustíveis. A gasolina e até o álcool, que poderiam e faltaram com o desabastecimento causado pela paralisação, foi alvo de ‘loucura’ de procura e compra pelos consumidores, que viram, mas acabaram comprando com preços reajustados em grande alta, por produtos que já estavam nas bombas.

Assim, para tentar coibir a prática de preços abusivos, o Procon-MS fez fiscalizações em postos de combustível, supermercados e revendedoras de gás de cozinha em Campo Grande, que também praticaram o abusos. A Capital tem 150 postos, sendo que o Procon chegou a 24 que foram fiscalizados e 21 foram atuados durante a greve. A divulgação das autuações, levou a que outros comércios controlassem os valores, que até aumentaram, mas em um patamar inferior de muitos que abusaram demais, já sem justificativas a ‘olho nu’, bem como não tiveram mesmo como comprovar tal pratica”, explicou o superintendente do Procon, Marcelo Salomão.

Salomão conta que desde o fim da greve, as reclamações feitas por consumidores reduziram consideravelmente, mas que devem continuar, se houver, e mesmo não deixar que sejam praticadas individualmente. “Agora, a missão é garantir que os preços voltem ao normal nas bombas de toda a Capital. E nossa expectativa é essa, que os valores de combustível normalizem ao máximo. Mas, também para que consigamos isso, o consumidor pode ajudar de uma maneira muito simples: comprando mais barato”, explica.

Na próxima semana, o órgão de defesa do consumidor fará uma pesquisa sobre o preço dos combustíveis em postos de Campo Grande. O objetivo é de que o consumidor compre em locais mais baratos e garanta que os valores voltem ao normal. “O consumidor tem a melhor arma na mão, ele pode escolher onde comprar. Nós vamos ajudar com a pesquisa, temos postos que vendem gasolina por R$ 4,04, o consumidor deve prestigiar quem vende mais barato”.

Combustível da cozinha

O gás de cozinha também foi uma preocupação durante os dias de greve dos caminhoneiros. Ao contrário dos postos de combustível e dos supermercados, que já são reabastecidos, as revendedoras de gás de Campo Grande precisam de pelo menos uma semana para normalizar a situação.

Segundo o superintendente do Procon, o órgão continua a receber reclamações sobre preços abusivos nas revendedoras de gás. “Vamos continuar com a fiscalização nas revendedoras, o preço tem que voltar a cair para o que era, cerca de R$ 70. O consumidor deve ficar atento e também não pode comprar de clandestino. O sistema está voltando ao normal, não precisa estocar”, afirma Salomão.

Supermercados

Durante a greve, o Procon fiscalizou 8 supermercados e 6 foram autuados e, na próxima semana, o órgão continua com as fiscalizações. O abastecimento já foi normalizado no Ceasa e os preços devem voltar ao normal até terça-feira (5), mas há uma preocupação quanto à qualidade dos produtos que chegam às gôndolas, principalmente os hortifrutigranjeiros.

“Vamos ficar de olho porque precisamos saber como esse produto vai chegar ao consumidor. Esses caminhões ficaram parados por um bom tempo e pode haver oferta de produtos impróprios para o consumo”, explica Salomão.

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