16-12 – BECO SEM SAÍDA

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Ficaria o Brasil melhor ou pior sem Dilma na presidência? No momento em que todos discutem o processo de impedimento, as pessoas querem saber o que pode mudar. Creio que só muda a perspectiva de futuro. Eu diria que poderíamos voltar a ter alguma esperança se ela sair. Mas, a trágica verdade é que se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. Estamos num beco de difícil saída. O estado brasileiro está quebrado. A inflação voltou, a recessão vai ser demorada, o desemprego aumenta, os jovens não conseguem trabalho, os brasileiros estão endividados, com juros cada vez maiores, as contas públicas estão desequilibradas, a dívida estatal cobra juros equivalentes a 21 copas do mundo, a capacidade aquisitiva do povo despenca, as famílias estão endividadas, comércio, serviço, indústria e agropecuária estão sufocados, a moeda se desvaloriza.

Em alguns anos o governo quebrou o país, com incapacidade, populismo, corrupção e partidos se apropriando do estado. Mas, enfim, é governo escolhido pela maioria dos eleitores. Se não passar o impeachment, o Brasil continuará afundando por mais três anos e com ele, afundando o PT. Se houver novo governo, gastará todo o mandato de quatro anos para tentar recuperar o país do retrocesso, da volta ao subdesenvolvimento. Vai ser difícil, porque não há a base necessária de excelência de ensino. Se for decidido o impedimento da presidente, o PT ficará mais cômodo, exercendo sua vocação oposicionista e se queixando do “golpe que tirou os pobres do poder”. E talvez ainda haja tempo para o partido voltar ao poder em 2018, já que o substituto de Dilma não terá tempo suficiente para reerguer o país que ultrapassou o fundo do poço. Como o eleitor é alienado, ingênuo e prefere o futebol, tudo é possível.

Destituída de humildade – a maior das virtudes – e plena de arrogância – a maior das burrices – Dilma tem sido a campeã de erros na história da presidência da República. E seu partido, sem José Dirceu, não fica atrás: quando a possibilidade de erro é de 50%, o PT sempre escolhe o erro. No dia em que recebeu a carta de Temer, a presidente, em vez de ir ao encontro do vice, mandou um advogado. Selou, com isso, o litígio. Poderia ter Eduardo Cunha como aliado, mas brigou com ele. Odeia os militares e mostra isso. E, pior, pensa que entende de tudo e faz questão de se impor como sábia aos seus ministros. O resultado é o pior da história da República.

Se isso se limitasse à política, faria menos mal ao país. Mas esse temperamento e essa incapacidade de alinhar os neurônios afetou as empresas, os empregos, as contas e a esperança, que ruiu. Nunca se fez tanto mal a este país. Mas é preciso que se reconheça: não fizeram sozinhos, mas com o voto de seus eleitores. Corrupção como forma de manter o poder. As conseqüências cruéis vão cobrar mais dos mais pobres; dos mais endividados. Não há um setor sequer da nação que esteja bem: saúde, energia, ensino, segurança, investimentos. Como se recuperar?  Nenhum país caído se levanta se tiver como pés gente alienada e desprovida de civilidade. Sem seguir o dístico de sua bandeira. Porque sem ordem, não há progresso. Não há futuro. Todos perdem, inclusive os espertos.

Ficaria o Brasil melhor ou pior sem Dilma na presidência? No momento em que todos discutem o processo de impedimento, as pessoas querem saber o que pode mudar. Creio que só muda a perspectiva de futuro. Eu diria que poderíamos voltar a ter alguma esperança se ela sair. Mas, a trágica verdade é que se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. Estamos num beco de difícil saída. O estado brasileiro está quebrado. A inflação voltou, a recessão vai ser demorada, o desemprego aumenta, os jovens não conseguem trabalho, os brasileiros estão endividados, com juros cada vez maiores, as contas públicas estão desequilibradas, a dívida estatal cobra juros equivalentes a 21 copas do mundo, a capacidade aquisitiva do povo despenca, as famílias estão endividadas, comércio, serviço, indústria e agropecuária estão sufocados, a moeda se desvaloriza.

Em alguns anos o governo quebrou o país, com incapacidade, populismo, corrupção e partidos se apropriando do estado. Mas, enfim, é governo escolhido pela maioria dos eleitores. Se não passar o impeachment, o Brasil continuará afundando por mais três anos e com ele, afundando o PT. Se houver novo governo, gastará todo o mandato de quatro anos para tentar recuperar o país do retrocesso, da volta ao subdesenvolvimento. Vai ser difícil, porque não há a base necessária de excelência de ensino. Se for decidido o impedimento da presidente, o PT ficará mais cômodo, exercendo sua vocação oposicionista e se queixando do “golpe que tirou os pobres do poder”. E talvez ainda haja tempo para o partido voltar ao poder em 2018, já que o substituto de Dilma não terá tempo suficiente para reerguer o país que ultrapassou o fundo do poço. Como o eleitor é alienado, ingênuo e prefere o futebol, tudo é possível.

Destituída de humildade – a maior das virtudes – e plena de arrogância – a maior das burrices – Dilma tem sido a campeã de erros na história da presidência da República. E seu partido, sem José Dirceu, não fica atrás: quando a possibilidade de erro é de 50%, o PT sempre escolhe o erro. No dia em que recebeu a carta de Temer, a presidente, em vez de ir ao encontro do vice, mandou um advogado. Selou, com isso, o litígio. Poderia ter Eduardo Cunha como aliado, mas brigou com ele. Odeia os militares e mostra isso. E, pior, pensa que entende de tudo e faz questão de se impor como sábia aos seus ministros. O resultado é o pior da história da República.

Se isso se limitasse à política, faria menos mal ao país. Mas esse temperamento e essa incapacidade de alinhar os neurônios afetou as empresas, os empregos, as contas e a esperança, que ruiu. Nunca se fez tanto mal a este país. Mas é preciso que se reconheça: não fizeram sozinhos, mas com o voto de seus eleitores. Corrupção como forma de manter o poder. As conseqüências cruéis vão cobrar mais dos mais pobres; dos mais endividados. Não há um setor sequer da nação que esteja bem: saúde, energia, ensino, segurança, investimentos. Como se recuperar?  Nenhum país caído se levanta se tiver como pés gente alienada e desprovida de civilidade. Sem seguir o dístico de sua bandeira. Porque sem ordem, não há progresso. Não há futuro. Todos perdem, inclusive os espertos.

 

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