16-05-2017 – Meu filho já devia estar falando?

*STELLA BACHA

Essa pergunta é frequentemente feita por mães de crianças pequenas.

Antes de falar a criança já se comunica

Antes de falar é muito importante se comunicar com o olhar, sorriso, gestos, brincadeiras.

Observe se seu filho ou seu aluno se comunica bem, com ou sem a fala.

 Há uma evolução constante no aprendizado da fala

A fala tem início com o balbucio do bebê (brincar com os sons), evoluindo para as primeiras palavras por volta de um ano, as primeiras frases por volta dos dois anos (frase do tipo: dá bó /dá a bola, e semelhantes). Neste início o importante é se comunicar e falar, mesmo que fale errado.

A idade para falar certo

Aos três anos e meio a criança, geralmente, já consegue falar corretamente a maioria dos sons da língua, que se aprimora até quatro anos e meio, quando se espera a fala totalmente correta, podendo, no entanto, haver algumas que demoram um pouco mais.

Atividades para estimular a fala

O adulto que cuida da criança deve incentivar a fala, conversar, cantar, brincar.

A brincadeira é muito importante, pois auxilia a linguagem, ou seja, a construção dos conceitos do mundo, para, posteriormente, ela vir a falar.

Em casa e nas escolas (Creches e Educação Infantil) é a mesma orientação: dialogar, brincar, cantar…

É preciso interagir, de verdade, com a criança, em todos os momentos: no banho, na hora das refeições, nas brincadeiras….

Brincar e falar ‘com’ a criança e não ‘por’ ela. Ou seja, é preciso dar tempo para a criança compreender, responder, manipular os objetos, brincar. Não devemos falar por ela, apressá-la.

E a cada conquista, cada evolução da fala:  comemorar, valorizar, parabenizar. Falar deve ser um prazer e uma conquista.

Quando procurar um especialista

A criança, mesmo que não fale, precisa compreender o que é falado a ela, e também precisa se expressar (com gestos, expressões…). Desta forma, toda suspeita de atraso no desenvolvimento da compreensão e da expressão da fala, ou mesmo de dificuldades, é indicado  procurar um fonoaudiólogo para que seja feita avaliação, orientação ou mesmo tratamento. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores serão as chances de se solucionar o problema.

* Fonoaudióloga clínica e escolar (CRFa 6-57), Mestre e Doutora em Educação.

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