Cineclubes realizam mostra gratuita de filmes “Pelos Direitos do Público”

Com informações FCMS

Foto Divulgação

Celebrando o Dia Internacional de Cineclubes, comemorado em 10 de maio, o Clube do Cineclube organiza de 8 a 12 de maio (segunda a sexta) no Museu da Imagem e do Som a mostra de filmes “Pelos Direitos do Público”. As exibições são gratuitas e acontecem sempre às 19 horas.

A mostra é pautada pelo ideal coletivo de difundir o acesso a informação e a arte e pelo desejo de contribuir com a formação crítica por meio da exibição de filmes seguidos de debates. A diversidade de filmes também aponta para um dos objetivos dos cineclubes: a universalização do acesso ao cinema.

Confira a programação:

8 de maio – Não Amarás (1991)

Direção: Krzysztof Kieslowski

Gêneros: Drama, Romance

Nacionalidade: Polônia

Classificação indicativa: 16 anos

1h27min

Tomek (Olaf Lubaszenko), um solitário jovem de 19 anos, se distrai observando a vizinha que mora no prédio em frente através da janela de seu quarto. O objeto dos olhares do rapaz, Magda (Grazyna Szapolowska), é uma bela artista por volta dos trinta anos, de vida agitada e muitos amantes. Cada vez se aproximando mais, ele consegue um encontro com sua musa, mas o relacionamento não segue o rumo esperado pelo apaixonado Tomek.

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Após a exibição do filme será realizado um debate, mediado por Pietro Luigi, cineclubista e agente cultural.

Cine Muquifo – Criado em 2015, o cineclube surgiu da ideia de promover sessões livres de exibições de filmes em qualquer espaço, em qualquer “muquifo”, na cidade ou fora dela, em casa de amigos ou em bares, em qualquer canto onde ótimos filmes possam ser exibidos.

9 de maio – Paris is Burning (2005)

Direção: Jennie Livingston

Elenco: atores desconhecidos

Gênero: Documentário

Nacionalidade: EUA

Classificação: 16 anos

1h18min

Shade! Strike a pose! Category is… Esses pajubás americanos nunca estiveram tanto na boca das bees, por aqui no Brasil inclusive, devido a fenômenos como a cultura voguing mais viva do que nunca, seriados como RuPaul’s Drag Race e apropriações pelo pop que já vêm de décadas: desde Madonna com “Vogue” até Azealia Banks e o cultuado produtor e house Leon Vynehall hoje em dia o documentário é um resgate da história desse movimento de empoderamento e afirmação.

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Após a exibição do filme será realizado um debate mediado pelo cineclubista e agente cultural Givago Oliveira.

TransCine – Criado em 2012 com a finalidade de desestigmatizar o Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste (antiga rodoviária), o TransCine prioriza filmes que partam de temas como gênero, identidade, sexualidade, autoestima, identidade, experimentais.

Os idealizadores do projeto partem de uma perspectiva que compreende o audiovisual não como uma representação comercial aleatória de imagens, mas sim como uma expressão psicanalítica e afetiva de que promove reflexões acerca da opressão e do martírio sofridos nos mais diversos contextos socioculturais.

10 de maio

Bailão (2009)

Direção: Marcelo Caetano

Gênero: Documentário

Classificação indicativa: 16 anos

Nacionalidade: Brasil

16 minutos

A memória de uma geração visitada por seus personagens. O cenário é o centro de uma grande cidade; o enredo a urgência da vida. E o Bailão o ponto de convergência dessas histórias.

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Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010)

Direção: Daniel Ribeiro

Gênero: Drama

Nacionalidade: Brasil

Classificação indicativa: 12 anos

17 minutos

A vida de Leonardo, um adolescente deficiente visual, muda com a chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola. O jovem vive a inocência da descoberta do amor e da homossexualidade, ao mesmo tempo em que lida com o ciúme da amiga Giovana.

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Após a exibição dos curtas será realizado um debate mediado pelo professor do Curso de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Guilherme Rodrigues Passamani.

O Núcleo de Estudos Néstor Perlongher – Cidade, Geração e Sexualidade (NENP) é vinculado ao curso de Ciências Sociais do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. As áreas temáticas são Antropologia e Sociologia, tendo como foco de interesse problematizações sobre as questões de gênero, sexualidade, geração, prostituição, mercado do sexo, interseccionalidades e marcadores sociais de diferença em diferentes escalas de cidades.

11 de maio – Eu, Daniel Blake (2017)

Direção: Ken Loach

Gênero: Drama

Nacionalidades: Reino Unido, França, Bélgica

Classificação indicativa: 12 anos

Após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) busca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que estão nesta situação. Entretanto, ele esbarra na extrema burocracia instalada pelo governo, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital.

Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), a mãe solteira de duas crianças que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter. Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa a ajudá-la.

Após a exibição do filme será realizado um debate mediado pelo cineclubista, indigenista e agente cultural Patrik Adam.

O Cineclube Marginália é o resultado de um amadurecimento de inúmeras ideias iniciadas em projetos anteriores, como o Cineclube Cinema (d)e Horror e o Cineclube Guarani. A proposta é promover um trabalho de base voltado à comunidade geral sul-mato-grossense por meio da difusão do cinema, da valorização da produção nacional e da formação de público.

12 de maio – Sem Sol (1983)

Direção: Chris Marker

Gênero: Documentário

Nacionalidade: França

Classificação indicativa: 16 anos

1h44min

Uma reflexão sobre diversos países, da Islândia a Guiné-Bissau, passando pelo Japão. Uma mulher narra os pensamentos de um viajante do mundo, falando sobre a questão do tempo e da memória. Através de palavras e imagens, ela revela detalhes de diferentes lugares do globo. Documentário francês dirigido por Chris Marker, com James Stewart e Kim Novak.

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Após a exibição do filme será realizado um debate mediado pelos jornalistas e cineclubistas Thiago Andrade e João Carlos Costa.

O Cine Café surgiu em 2016 da necessidade da ampliação de espaços que permitam a reflexão sobre cinema em Campo Grande. Mais do que exibir filmes, a proposta é estudá-los, discuti-los e trazer a reflexão para o cotidiano. Não se trata, no entanto, de um projeto acadêmico. A ideia é propor uma conversa em que todos os participantes são convidados a dar suas opiniões.

Serviço: Os filmes são exibidos a partir das 19 horas com entrada franca. O Museu da Imagem e do Som fica no Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, Centro.

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