10-09 – Propaganda de guerra.

 

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Poucos sabem que a propaganda já foi usada como arma de guerra. Adolf Hitler, em seu livro “Minha Luta” publicado em 1.925, reconhece que a Alemanha não perdeu a Primeira Guerra no campo de batalha, mas sim no campo da propaganda, destacando os erros cometidos pelos burocratas do poder no uso da mídia da época.

“A que resultados formidáveis uma propaganda adequada pode conduzir, a guerra já nos tinha mostrado. Infelizmente tudo tinha de ser aprendido com o inimigo, pois a atividade, do nosso lado, nesse sentido, foi mais do que modesta. Justamente o insucesso total do plano de esclarecimento do povo do lado alemão, foi para mim um motivo para me ocupar mais particularmente da questão de propaganda.”

E Hitler não registrou sua preocupação apenas em livro. Com sua ascensão ao poder em 1933, Hitler estabeleceu o Ministério da Propaganda e nomeou Joseph Goebbels, possivelmente o mais fervoroso seguidor do Fuehrer, como Ministro, um dos cargos mais influentes do III Reich. Desde sua posse, Goebbels utilizou “modernas técnicas de propaganda”, que nada mais eram do que a sistematização cientificamente organizada e aplicada de técnicas para influenciar a opinião pública.

Tomando como exemplo os modelos de propaganda utilizadas pelos Ingleses, pelos quais se interessava e admirava, Hitler transformou o Ministério da Propaganda em uma máquina que atingiu todos os níveis da sociedade e, provavelmente, decorrente dessa pressão, a palavra propaganda tenha adquirido uma conotação negativa.

Goebbels, tinha duas tarefas principais: assegurar que ninguém na Alemanha lia ou via ideias contrárias ao Partido Nazi e que as ideias Nazis fossem expostas da maneira mais persuasiva possível. Essa missão, que ao mesmo tempo difamava os pensamentos contrários e colocava Hitler como o salvador da Alemanha em profunda crise pós guerra, garantiu-lhe aprovação popular até a sua morte, em abril de 1.945.

Os jornais, as rádios e o cinema, principais meios de comunicação da época, foram habilmente utilizados pelo Ministério da Propaganda e contaram, inclusive, com produções profissionais como a da cineasta Leni Riefenstahl, roteirista e diretora do filme “O triunfo da Vontade”, de 1.935, considerado até hoje como uma das melhores obras do cinema já produzidas.

Até onde eu sei – e por favor me corrijam se eu estiver errado, a Alemanha de Hitler foi o primeiro país a ter um Ministério da Propaganda. Sua utilização intensa e competente por parte do III Reich, é a prova inconteste de sua eficácia, para o bem ou para o mal. As lições advindas desses fatos servem-nos como fonte de referência, e nos permitirão, sempre, escrever uma nova história.
Máximas do Meio: ” Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que precisa atingir.
Adolf Hitler.”

 

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