10-06 – Como selecionar uma agência de Publicidade e Propaganda.

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No artigo anterior falei dos prós e contras de uma house agency. Não a toa, quem leu notou a ausência de prós. Assim como a maioria dos empresários da industria da comunicação, é, é assim mesmo que todos chamam o conjunto do segmento, não vejo nenhum pró neste formato e entendo que os empresários só tem a ganhar com a contratação de uma agência independente.

Mas então como selecionar uma agência de propaganda? O Poder Público tem modalidades regulamentas pelas Leis 4.680/65, Lei 8.666/93 e 12.232/2010, que dispõe sobre as normas gerais para licitação e contratação pela administração pública de serviços de publicidade prestados por intermédio de agências de propaganda. Dispensável discorrer sobre o assunto, visto que as diversas esferas governamentais estão habituadas à esse formato.

Na iniciativa privada a coisa funciona de outra forma.

Mesmo assim, existem alguns critérios que norteiam uma seleção, e que são úteis, tanto ao processo seletivo em sí, quanto à qualidade do relacionamento que o sucede.

No site do CENP – Conselho Executivo das Normas Padrão da Atividade Publicitária, www.cenp.com.br, no link “Melhores Práticas”, você encontra o “Guia de Melhor Prática” com vistas a seleção de agências de propaganda e comunicação, contendo todas as informações sobre o processo. Seguir ou não, em parte ou no todo tais recomendações, não invalida a possibilidade de se encontrar uma agência com capacidade e talento suficientes para atender suas necessidades de comunicação.

Algumas questões no entanto devem ser consideradas. A primeira delas, é que você terá que investir tempo em levantamentos importantes nessa escolha, pois ela é determinante para a sua empresa.

Pesquisar a idoneidade da agência, por exemplo, é o primeiro passo, pois ela será responsável pelos pagamentos de compromissos que a sua empresa a autorizará assumir em seu nome. Outra, são as ferramentas colocadas a disposição dos profissionais que cuidarão da sua verba e a capacidade analítica dos mesmos.

É importante ressaltar que a formação acadêmica não é obrigatória na atividade publicitária, mas o conhecimento teórico agiliza e fundamenta decisões, ampliando o percentual de acerto. Lembro aos que lêem esse artigo, no entanto, que o mercado tem mais espaço e remunera melhor quem tem diploma.

Outra questão é a existência de no mínimo, um profissional por departamento, o que representa um quadro de pelo menos 10 colaboradores efetivos.

Algumas agências terceirizam áreas como planejamento, criação e direção de arte, as mais caras da estrutura, mas essa é uma prática válida apenas para campanhas promocionais esporádicas. Quem pretende fidelizar uma marca ou gerar conceito, precisa de uma comunicação continuada, e neste caso, o dia a dia dos profissionais que atendem o cliente é a formula que faz alcançar esses objetivos.

O histórico da agência com outros clientes, revela sua capacidade de propor estragégias diversificadas de solução, para problemas idem. Finalmente, a empatia com os diretores, a equipe de trabalho e o respeito mútuo, é que permitirão o crescimento do relacionamento e a amplificação dos resultados.

Essa é sem dúvida, a melhor parte da conversa para ambos.

Máximas do Meio: “Fazer negócio sem propaganda é como piscar para uma garota no escuro. Você sabe o que está fazendo, mas ninguém mais sabe.” Stewart Henderson Britt.

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