08-07 – Briefing

JOB

Um amigo e leitor da coluna JOB observou-me dias atrás que seria oportuno falar a respeito de briefing, ferramenta usual na publicidade. Na tradução literal do Inglês significa “instruções”, ou ainda “uma reunião para dar informações ou instruções”, e em uma agência de propaganda, é o que se faz antes da criação de uma campanha. A função de levar essas instruções para a equipe da agência é exercida pelo atendimento da conta publicitária, o interlocutor da agência no cliente e vice-versa. Quando sabe a importância do preenchimento correto do briefing, é o trampolim do departamento de criação e pode se transformar em um planejador talentoso no futuro. Quando não, é comumente chamado de “boy de luxo”, porque não sabe o que trás, muito menos o que leva para o cliente.

Em resumo funciona assim. O atendimento levanta as informações junto ao cliente do que ele pretende em termos de comunicação. Pode ser a venda de um produto, um serviço, a prospecção de novos clientes, a fidelização dos clientes ativos, etc. Essas informações são encaminhadas a equipe de planejamento, criação e mídia da agência, que, por sua vez, fazem outros levantamentos, como o desempenho do segmento e dos clientes a serem atingidos, as tendências do mercado pretendido e o estudo de pesquisas existentes ou fornecidas pelo cliente. De posse desse conjunto de informações, indicada as melhores ferramentas (meios) e a melhor forma (conceito/linguagem) de abordar o público alvo. No meio de todo esse processo o feeling, ou o sentimento e sensibilidade do atendimento, são inestimáveis, pois é ele quem mantém contato constante com o anunciante e seus clientes. É o atendimento quem tem uma visão mais ampla da situação e que consegue fazer a filtragem do que é mais apropriado ao anunciante. São nuances que vão da capacidade de investimento do mesmo ao seu potencial de vendas e atendimento. Se muitos clientes vão atrás de um produto e não o encontram da forma ou preço divulgados, saem insatisfeitos e falando mal. O mesmo princípio serve para serviços.

Como diz o ditado “Não existe nada pior para um péssimo produto que uma ótima propaganda”.

Vai daí a importância do preenchimento correto do briefing.

Se faltar alguma informação importante, todo o esforço dispendido de tempo e dinheiro podem contar contra o anunciante.

Basicamente, um briefing deve levantar as seguintes informações:

Produto ou serviço a ser divulgado – para quem é dirigido, preço ou condição, diferenciais oferecidos;

Mercado – tamanho, região de comercialização, sazonalidade;

Consumidores – quem consome, de que classe, sexo, hábitos e influências;

Objetivos – qual percentual de consumidores pretende-se atingir, em quanto tempo, com que recursos, qual estoque e/ou capacidade de atendimento;

Estratégia – de curto, longo, médio prazo, para região X, para público Y.

Atualmente existem questionários – tipo um roteiro, direcionados a vários ramos de atividade, que o atendimento ou o próprio cliente preenchem. Eles são facilmente encontrados na internet, disponíveis para produtos, serviços, design, arquitetura, etc.

Uma boa fonte para quem quiser saber mais sobre o assunto está no link http://pt.slideshare.net/necaboullosa/modelos-de-briefing .

Até a próxima.

Máximas do meio: O briefing deve ser um diálogo – um vaivém – contínuo entre o anunciante e a agência. “Sampaio, 1.997 : 214.”

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