05-04-2017 – Educação Infantil: Bater é a melhor saída?

Fernanda Nunes.

Hoje em dia, percebemos que as crianças estão ocupando cada vez mais um lugar de destaque no convívio familiar, e que educá-las está cada dia mais difícil.

Crianças com apenas três anos de idade, dominam o ambiente, manipulando os pais que para compensar o tempo que passam longe dos filhos trabalhando, não conseguem ter autoridades com os pequenos, deixando-os completamente sem limites.

Essa falta de limites se estende fora de casa, causando grandes transtornos. A criança quer usar o mesmo autoritarismo, na escola e com as demais pessoas da sociedade. Acontece que fora de casa ela começa a perceber que não é a dona do pedaço.

A providência para essa e outras situações criadas por crianças sem limites, deve ser tomada pelos pais, que precisam ter consciência que filhos criados sem disciplina trarão desgostos futuros.

Dizer que educar uma criança é fácil, seria absolutamente errado, essa é uma tarefa extremamente difícil, que para começar necessita de duas coisas imprescindíveis: Sabedoria e firmeza.

Porém os pais têm encontrado obstáculos para exercer o papel de autoridade dentro de seu lar. Um exemplo disso é o projeto de lei do governo federal que prevê punição para quem aplicar castigos corporais em crianças e adolescentes.

Ou seja, autoridades criam leis para punir pais que repreendem seus filhos com algumas palmadas, gerando  discussão de que isso é uma violência. Na opinião da psicoterapeuta infantil Denise Dias, a palmada é a ultima opção, mas se preciso deve ser exercida.

Denise escreveu o livro Tapa na Bunda, e acredita que esse é um método muito válido na educação infantil. “As crianças estão precisando de tapa na bunda, monstrualizaram a educação doméstica, virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes”, afirma Denise.

Já em outras opiniões, nem deveria existir lei para determinada atitude, os pais já devem se disciplinar e educar com castigos e advertências, e nunca com tapas ou palmadas.

A psicóloga-hipnoterapeuta da Capital Lucy Sayegh, afirma que os pais devem corrigir seus filhos sempre mostrando o motivo da correção e o porquê a criança está sendo repreendida naquele momento.

“Deve-se olhar nos olhos da criança, ficar na mesma altura dela e mostrar a autoridade com amor, não sou a favor de bater, acho uma atitude muito extrema, há várias maneiras de fazer com que uma criança respeite seus pais, que não seja apanhando”, comenta a psicóloga.

Lucy, porém deixa claro que algumas agressões verbais são piores do que uma surra deve-se tomar absoluto cuidado com o que falar para as crianças.

“Algumas palavras machucam mais do que tapas e podem trazer graves consequências até a fase adulta. A educação deve ser sempre com amor e no momento certo”, finaliza Lucy.

Entre tantas divergências deve-se lembrar de que o método de correção também varia de criança para criança, os filhos não vem com manual de instruções, e com certeza o primeiro passo para uma educação de qualidade é o exemplo dos pais dentro de casa.

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