Zeca do PT será testemunha de Lula em depoimento na Lava Jato

O deputado federal Zeca do PT, que tem o partido no nome político, e, sendo amigo de seu maior líder político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado e não recusou ser testemunha de defesa de Lula em três inquéritos oriundos da Lava Jato, mas no âmbito do estado de São Paulo, que não se relaciona diretamente com os casos dos grandes escândalos da Petrobrás. O petista tradicional confirmou que o depoimento está marcado para acontecer na próxima  quarta-feira (21), por meio de videoconferência. O ex-governador de MS por dois mandatos (1999-2006), estará em Brasília na atual função de parlamentar e responderá os questionamentos do juiz Sérgio Moro, em Curitiba (PR).

O deputado lembra de sua amizade com Lula, e ressalta que “muito antes” de o principal petista do país tornar-se o presidente da República do Brasil e líder mundial, já o conheceu e foi ampliando conhecimento de suas condutas e praticas, ante tudo que hoje, querem lhe imputar como a suposta compra de um apartamento tríplex, em Guarujá, litoral de São Paulo; a doação de um sítio em Atibaia (SP) e também a intenção na compra de imóvel para abrigar a sede do Instituto Lula. Tais benefícios teriam sido ofertados a Lula por empreiteiros.

“Sou amigo de Lula antes dele ser presidente. E não vejo nada, nenhum argumento plausível que possa incriminá-lo, ainda que na marra, o ex-presidente. Vou responder o que perguntar. Mas vejo o Lula hoje, como o mesmo Lula de 20, 30 anos atrás, na mesma pratica pessoal/profissional e politica para o bem do seu país. Há mais de três anos acusam só por palavras e não mostram nada”, afirmou Zeca.

Sérgio Moro interrogou Lula, no mês passado, quando, com vinha fazendo, o ex-presidente negou todas as acusações. Depois dos interrogatórios das testemunhas, o magistrado define se sentencia, ou não, o ex-presidente. Ainda que Lula for condenado, ele pode recorrer em liberdade.

Lula no depoimento ao Juiz Moro

Acusações

Lula é acusado de receber suposta propina da empreiteira OAS, que teria reservado e reformado um tríplex no chamado edifício Solaris, no Guarajá, em 2009. Neste caso, o juiz Sérgio Moro acusa o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa de Lula assegura que os donos do tríplex são os donos da empreiteira.

O ex-presidente é denunciado também por ter sido favorecido pela compra de imóvel na zona sul de São Paulo para a instalação do instituto criado por Lula. A Odebrecht, empreiteira investigada no âmbito da operação Lava Jato, teria intermediado o negócio e, em troca, seria beneficiada com eventuais contratos com o governo federal.

Outra denúncia que afeta Lula é a de que ele seria dono de um sítio, em Atibaia (SP), o que Zeca disse ter frequentado a convite do ex-presidente. A força-tarefa da Lava Jato suspeita que o ex-presidente seria, de fato, o dono do imóvel, que pertenceria a empreiteira OAS.

Posições de Zeca e que devem ser as respostas ao Juiz

“Quanto ao Instituto Lula, já colaboramos com muito eventos por lá. Debatemos sobre o setor sucroalcooleiro, agronegócio. E nunca Lula disse sobre tal imóvel para abrigar a sede. Vou falar somente a verdade para o juiz”, reafirmou Zeca.

Zeca também menciona que até esteve no então sitio, ao mencionar sobre sítio que Lula teria recebido como agrado de empreiteiro. “Já fui lá [no sítio] com Gilda [ex-primeira-dama de MS] a convite de Lula. E lá estava o dono da propriedade. Lula era convidado pelo dono do imóvel e eu era o convidado de Lula”, garantiu o petista.

Sobre o tríplex, o apartamento situado no litoral paulista, Zeca menciona a própria defesa do ex-presidente: “nunca foi dito que Lula tinha ganhado ou comprado este imóvel. Estão tentando incriminar ele [ex-presidente] na marra, mas não têm argumento para isso”, afirmou Zeca, que acrescentou estar “tranquilo” quanto ao depoimento.

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