Vítima de estupro coletivo em morro da Zona Oeste já não está mais no Rio

A jovem de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo agora vive a muitos quilômetros de distância do Rio. Incluída, com sua família, no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM) do Ministério da Justiça, ela deixou a cidade com semblante sereno, “olhando nos olhos das pessoas na hora de conversar e sem baixar a cabeça”, segundo o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo. Agora, além de um novo endereço, ela ganhará até um outro nome.

Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

— Ela está consciente de tudo, sabe do risco que corria aqui, no Rio. Vinha sendo ameaçada pelas redes sociais, inclusive por gente de fora do estado. A família estava com medo de uma vingança por parte dos traficantes. O programa de proteção não foi imposto, foi uma opção dela — disse Melo.

O secretário afirmou ainda que se impressionou “com a disposição dela de recomeçar a vida, de ir embora”:

— Conversamos por quase uma hora. Ela é muito articulada. É uma pessoa firme, bonita. Olha nos olhos, não baixa a cabeça. É possível perceber que leva uma tristeza, uma preocupação. Mas tem tudo para recomeçar a vida, e me pareceu que realmente quer isso.
Globo

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