Violência policial contra professores no Paraná repercute no mundo

Enfrentamento entre professores e policiais descrito por prefeito como “guerra sem precedentes” vira notícia em jornais europeus. Publicações destacam violência policial e recorrência de greves de professores no Brasil.

Confronto entre professores em greve, servidores e policiais militares deixou mais de 200 feridos em Curitiba Foto: Joka Madruga / Futura Press
Confronto entre professores em greve, servidores e policiais militares deixou mais de 200 feridos em Curitiba Foto: Joka Madruga / Futura Press

O confronto entre professores em greve, servidores e policiais militares que deixou mais de 200 feridos em Curitiba foi tema da mídia internacional nesta quinta-feira (30).

“Policiais reprimem com cassetetes professores em protesto”, noticiou o jornal alemão Die Welt .”No Brasil, os professores de escolas públicas sempre voltam a protestar. O motivo são principalmente dificuldades financeiras e condições de trabalho precárias”, escreveu.

A confusão no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta quarta-feira, teve início quando os deputados estaduais começaram a sessão para votar um projeto de lei que altera a previdência social de servidores públicos. Em greve, os professores da rede estadual estavam acampados desde segunda-feira no local.

O espanhol El País destaca que a manifestação começou de maneira pacífica, mas que o caos teve início quando manifestantes tentaram entrar na Assembleia Legislativa. “Os agentes [da polícia militar] usaram balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e água para dispersar os manifestantes, que lançavam pedras”, descreve.

O jornal também aponta que, segundo a versão oficial das autoridades paranaenses, se tratou de “enfrentamentos, agressões e atos de vandalismo provocados pelos manifestantes”. O governo estadual acusou o movimento Black Bloc de instigar o confronto com a polícia, escreve o jornal.

O alemão Tageszeitung destacou que o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, chamou as cenas vistas na capital paranaense de uma “guerra sem precedentes”. A versão eletrônica do jornal cita imagens de TV que mostraram “centenas de professores que protestavam fugindo quando granadas de efeito moral e bombas de gás lacrimogêneo explodiam no meio deles”.

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