Violência doméstica: Deam prende mais de um homem por dia na Capital

Os números de violência doméstica em Campo Grande são alarmantes e preocupam as autoridades policiais. No ano passado, a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) registrou quatro casos de feminicídio. Somente nos quatro primeiros meses de 2016, duas mulheres já foram assassinadas pelos ex-companheiros na Capital.

delegadas

Segundo informações da delegada Rosely Molina, titular da Deam, até o dia 24 de abril, a delegacia atendeu quase sete mil mulheres. “Estão dentro desse número vítimas que vieram registrar boletim de ocorrência, pedir medidas protetivas ou até mesmo aquelas mulheres que buscam apenas informações”, explicou.

De todas as mulheres que procuraram a delegacia até o dia 24, 2.804 delas registraram boletim de ocorrência contra os companheiros ou ex-companheiros. Desse número, 208 autores de violência doméstica foram presos, ou seja, mais de um por dia.

Feminicídio

Juliana é a vítima mais recente de feminicídio. Foto: Divulgação/ Deam
Juliana é a vítima mais recente de feminicídio. Foto: Divulgação/ Deam

O primeiro caso de feminicídio de 2016 foi registrado em janeiro, quando Vilma Lima, 57 anos, foi morta no Hospital Regional Rosa Pedrossian pelo ex-marido, Nelson Lima, 69 anos.

O segundo caso foi registrado no mês de abril, vitimando Juliana da Silva Fernandes, 25 anos. Ela foi assassinada pelo ex-marido, Michel Leite de Carvalho, 29 anos, com quem foi casada por 10 anos.

Ambas vítimas foram mortas a facadas e os autores foram presos.

Denúncia

Para a delegada Rosely Molina, a melhor maneira de evitar o feminicídio é por meio da denúncia. “Todas essas vítimas sofriam violência doméstica e a delegacia não tinha conhecimento dos casos. A violência sempre é gradativa e, se a mulher não denúncia, acaba em feminicídio”, ressaltou.

Deam

A Deam está localizada dentro da Casa da Mulher Brasileira, na Rua Brasília, no Jardim Imá. O local funciona 24 horas por dia.

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