Vídeo: No Paraguai, Papa Francisco é recebido com canto e dança

O papa Francisco iniciou, nesta sexta-feira, uma visita ao Paraguai, último país de sua peregrinação na América do Sul, na qual cobrou mudanças sociais e econômicas para proteger os mais pobres e o meio ambiente. Ela já passou pela Bolívia e pelo Equador.

Papa Francisco assiste à performance de dançarinas folclóricas depois de sua chegada no aeroporto internacional em Assunção, no Paraguai - ALESSANDRO BIANCHI / REUTERS
Papa Francisco assiste à performance de dançarinas folclóricas depois de sua chegada no aeroporto internacional em Assunção, no Paraguai – ALESSANDRO BIANCHI / REUTERS

O pontífice aterrizou no aeroporto Silvio Pettirosi, na capital do país onde 90% da população é católica e boa parte vive na pobreza. Ele foi recebido pelo presidente Horacio Cartes e autoridades religiosas.

Sob chuva, Francisco desembarcou sorridente e saudou a multidão que o aguardava. Um coro de crianças, composto em parte pela etnia Mbya, um dos grupos indígenas que sobrevivem no Paraguai em extrema pobreza, entoou o hino do país no idioma guarani e o hino pontifício. Também cantaram canções religiosas nas línguas aché, guarani e espanhol. E um grupo de dançarinas folclóricas se apresentou no local. Depois, o pontífice visitou, na capital, um presídio feminino, onde 51 mulheres o receberam com canto, violão e arpas

Durante sua visita, que durará três dias, o papa se reunirá com o presidente Cartes e terá encontros com autoridades nacionais e eclesiásticas, assim como com representantes diplomáticos. Francisco ainda visitará um hospital pediátrico e o bairro de baixa renda, Bañado Norte.

Haverá duas missas em solo paraguaio. Neste sábado, será em Caacupé, principal bastião da fé católica do país, onde, diz a lenda, a virgem Maria salvou a vida de um indígena guarani quando ele foi atacado por uma tribo inimiga. E no domingo, em Ñu Guasú (Campo Grande, em guarani), um prédio da Força Aérea paraguaia, no entorno de Assunção.

Para a ocasião, o artista plástico Koki Ruiz construiu um altar com 40 mil espigas de milho, 200 mil cocos e mil abóboras, uma homenagem aos indígenas guaranis que veneram a terra, por oferecer-lhes alimento.

São esperados mais de um milhão de fieis, paraguaios e de países vizinhos, para a missa em Ñu Guasú.

Esta é a segunda visita de um papa ao Paraguai, a primeira desde que o país recuperou a democracia em 1989. Quando João Paulo II chegou, em 1988, o país vivia sob uma ditadura militar encabeçada pelo presidente Alfredo Stroessner.

Veja o vídeo:

G1

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