Rose Modesto culpa governo federal por “situação de guerra” em MS

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, e ao portal Página Brazil, a vice-governadora, Rose Modesto (PSDB), que acumula a secretaria de Direitos Humanos, Inclusão e Assistência Social, atribuiu à morosidade do governo federal a eclosão do mais recente conflito agrário indígena no município de Antônio João, a 320 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai, que desde a semana passada já causou a morte de um indígena.

Foto Silvio Ferreira
Rose Modesto durante entrevista ao progarma Tribuna Livre Foto Silvio Ferreira

A vice-governadora lembrou que “a primeira audiência do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em Brasília, em janeiro, foi com o ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo], para discutir às demarcações [de terras] indígenas. Infelizmente, a omissão do governo federal faz com que nosso estado viva essa situação de guerra entre produtores rurais e indígenas.”

De acordo com a secretária de Direitos Humanos (pasta que conta com uma subsecretaria voltada especificamente para a questão indígena), “nós temos falado com nossa bancada federal: o governador Reinaldo Azambuja tem procurado mobilizar nossa bancada, para que ela seja a voz do nosso estado junto à presidente e ao ministro da Justiça, mas não depende só do estado de MS. Acho que o governador mostra disposição ao criar a subsecretaria de assuntos indígenas, para discutir com essas comunidades, mas aqui nós estamos falando de direito de ambas as partes.”

Rose Modesto voltou a frisar que atribui o conflito à omissão do governo federal na questão indígena: “Nesse conflito, em que se perdeu a vida de um índio, o governador havia pedido ao ministro da Justiça desde quinta-feira a presença do Exército, mas só ontem (31) isso foi definido. Então, mais do que nunca, fica claro que temos o desejo e precisamos resolver essa questão, mas dependemos da participação e da presença do governo federal nestas questões”, finalizou.

Silvio Ferreira

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