Vereadores são barrados em órgãos da prefeitura mesmo em ‘hora’ da função

Camara_plenarioOs vereadores de Campo Grande estão sendo barrados em órgãos da prefeitura, mesmo em horário de expediente que cumpririam agendas e no desempenho da função, que lhe é conferido até 31 de dezembro. A alegação é o periodo eleitoral, onde os parlamentares estariam fazendo ‘campanha’. O fato, que não é exatamente a primeira vez, foi denunciado na sessão ordinária da Câmara Municipal, nesta terça-feira (30), pelo vereador Eduardo Romero (REDE). O assunto ‘denunciado’, foi o único tratado na sessão, que durou pouco mais de uma hora. A votação da pauta do dia, com vetos do Executivo, como o Página Brazil noticiou no inicio da manhã, foi adiada a pedido da Comissão de Constituição e Justiça, que pediu vistas aos vetos que seriam analisados, estadno em pauta, mas sem parercer da CCJ.

No caso dos parlamentares impedidos, a ação ocorreu ontem (29), em uma reunião na Semed (Secretaria Municipal de Educação), onde vereadores alegaram que foram ao encontro até por pedido da comunidade. Romero, que já estava participando de uma reunião sobre Educação Especial, com ênfase nos alunos autistas, foi “retirado” do recinto. Ele apontou que a atual gestão está fazendo confusão entre público e privado e tenta impedir o trabalho de vereador. O impedimento até não é inédito, ou mesmo desta gestão, casos já acorreram em ações específicas de denúncias e ‘fiscalização’ de surpresas, em Posto de Saúde ou outros locais.

Romero, como outros vereadores, falaram que o fato de um vereador estar em um espaço público não significa por ser campanha eleitoral, que está pedindo voto, ainda mais a convite e no trabalho do cargo, que tem que continuar também em expediente. “O entendimento da atual administração não condiz com o que determina a lei eleitoral, uma vez que espaço público tem sido tratado como privado. Episódio recente mostra despreparo de quem está à frente da prefeitura, pois na tarde de ontem, já durante reunião na Semed com mães de alunos autistas, integrantes da Divisão de Educação Especial, advogados e eu estando como vereador, fui surpreendido, que não poderia estar participando. Até um guarda civil municipal interviu na reunião e pediu me retirar do local, apontando que é eleição e o parlamentar não poderia estar dentro da Semed. Estava a trabalho Legislativo e até por saber da Lei e respeito ao público, não havia nada de campanha”, alegou Romero.

eduardo romeDe acordo com o vereador, para evitar que a reunião fosse suspensa, se retirou e com isto não pode mais discutir o assunto com as mães e a Divisão, que até já acompanha em outros momentos. “O assunto, nem me era novo, já fiz ações no setor como, por exemplo, dois ofícios que encaminhei para a secretaria questionando sobre contratação de estagiários e a preparação dos mesmos para lidar com os alunos especiais. O episódio foi lamentável. A prefeitura está tratando um espaço público como privado. Está colocando as regras que ela acha certo ou conveniente. Eu estava lá como vereador e mandato já trabalhado com estas mães por uma educação especial de melhor qualidade. Temos ofícios não respondidos pela Semed que até iríamos falar sobre o tema dos mesmo pessoalmente ontem”, apontou.

Sem sentido e mostra como Câmara foi tratada

Os colegas de Parlamento, que já vinham falando das eleições nos discursos, apoiaram Romero e apontaram casos semelhantes, que indagaram ser sentido ou acima de tudo mostra como Câmara foi tratada. Os vereadores aproveitaram para como vem sendo nos últimos anos de imbróglio com atual gestão da Prefeitura, para lembrarem de casos e cobrarem ou “falarem” que eles foram impedidos de exercer plenamente suas funções nesta legislatura.

“Já tivemos outros casos, mas que até era mais comum, por ir ver denuncias ou que denunciamos os problemas da cidade. Mas, este fica explicito como estão fazendo a ‘lei pessoal’. Eduardo Romero estava na Semed exercendo seu papel de vereador (que como prevê a lei oficial não precisa se licenciar da vereança e continua com suas atividades parlamentares durante a campanha). E ainda foi convidado e após constrangido, mesmo sem nada fazer além de seu serviço”, apontou o vereador Airton Araujo (PT).

“Apesar de alguém ainda dizer por ae que os vereadores não trabalharam ou que nós indo a reuniões em horario de expediente e dentro de nossas funções, é que agora quer ‘trabalhar’ ou fazer campanha, mostra que ou não sabem da Lei, ou mesmo é má fé e eles sim fazem então sua campanha contra”, criticou o vereador Flavio Cesar.

Romero ratificou que foi a convite das mães de alunos autistas e portava ofícios não respondidos pela secretaria para pedir pessoalmente respostas. ‘Questionar políticas públicas não é fazer campanha política, até porque estamos conversando com as mães dos autistas e também com a associação que as congrega há muito tempo. Não caímos de paraquedas no assunto. Nosso mandato é realmente envolvido com a causa. Infelizmente, a visão da prefeitura é pequena e está vendo todo mundo como adversário político e pessoal, ao invés de entender que quanto mais gente trabalhando por causas como esta mais se dá um passo à frente’, finaliza o vereador.

Comentários

comentários