Vereadores presos cooptaram falsas testemunhas

Três vereadores foram presos nessa quinta-feira (10), em Jateí, a 248 quilômetros de Campo Grande, o presidente da Câmara Municipal Francisco Alves de Araújo, o “Tiquinho”, e as vereadoras Rose Monica Duck Ramos (PSL) e Maria Aparecida Neres Leite (PR), esposa do ex-prefeito da cidade, Eraldo Jorge Leite, que foi detida em Campo Grande. Os nomes dos parlamentares presos foram confirmados pelo Gaeco à noite.

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A acusação contra eles é de peculato, associação criminosa e cooptação de testemunhas. A defesa dos parlamentares, entre eles o presidente da Câmara Municipal, não quis falar sobre o assunto.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), além dos três mandados de prisão, foram cumpridos também nove mandados de busca e apreensão e cinco mandados de condução coercitiva contra parlamentares e servidores públicos.

A investigação que resultou na operação Polígrafo teve início há seis meses. O Gaeco apurava inicialmente peculato e associação criminosa.

Conforme o Gaeco, os vereadores também ocupavam outros cargos públicos e a suspeita é de que recebiam salários por eles sem o devido trabalho de fato.

Durante a apuração, o Gaeco verificou que os investigados estariam cooptando testemunhas para mentirem nos depoimentos. Diante disso, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu a prisão temporária dos vereadores, sendo deferida pela Justiça.

Já foram tomados depoimentos de investigados e de testemunhas e realizadas perícias em documentos, computadores e celulares.

A ação do Gaeco foi intitulada Polígrafo, em razão deste ser o nome do aparelho que era utilizado em outros países para apuração da verdade em procedimentos policiais.

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