Vereadores garantem ‘vigilância’ para evitar aumento abusivo do IPTU

Os vereadores de Campo Grande garantiram que vão manter ‘vigilância’ para impedir que a Prefeitura aumente de maneira abusiva o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para 2016. Conforme denúncias que chegaram aos parlamentares, imóveis na região do Jardim Noroeste tiveram seus valores majorados em até 250% pelo Executivo. Por isso, a Câmara já solicitou à Prefeitura cópia integral da Planta de Valores Unitários de Terrenos, que também serve como base para cálculo do reajuste do imposto.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

“Já tenho informação de que um imóvel no Jardim Noroeste, avaliado no mês retrasado em R$ 7,2 mil, hoje está avaliado em R$ 25,2 mil. Veja onde está o pulo do gato, na questão do tarifaço. Temos que tomar medidas imediatamente em favor da população. Esta Casa vai ficar vigilante, acompanhar se o reajuste será feito pela inflação ou pela Planta Genérica”, discursou o vereador Airton Saraiva. “E não é só o aumento do IPTU, mas tem também o ITBI. Se na planta genérica foram reajustados todos os imóveis dessa forma, teremos o maior tarifaço da história, e na calada na noite”, concluiu.

O vereador Paulo Siufi demonstrou preocupação a atitude do prefeito Alcides Bernal em reajustar o imposto através de decreto, o que não passaria pelo crivo da Câmara Municipal. “Se ele fizer isso, vai estar fazendo, aí sim, um golpe, que ele sempre falou que sofreu. Ele gosta dessa palavra. Se ele está querendo mexer na planta para dar golpe nos contribuintes, é safadeza. É típico dele isso. Essa casa tem que fiscalizar sim”, garantiu.

Já o vereador Chiquinho Telles foi irônico ao defender um índice zero de reajuste para o IPTU em 2016. “A população sempre pagou IPTU na administração do Nelsinho, do André. Pagavam e não reclamavam, pois viam o serviço acontecer. Como vai aumentar imposto de um serviço que não acontece? Não tem coleta de lixo, não tem tapa-buraco, não tem iluminação, vão fechar o único centro pediátrico. Pra que pagar imposto se não aplicam?”, questionou.

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