Vereadores do PMDB e André garantem na Justiça acesso à Coffee Break

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), e três vereadores do PMDB conseguiram na Justiça acesso ao procedimento investigatório da operação Coffee Break que apura suposta compra de votos que cassou o prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

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No local vivem aproximadamente 700 pessoas que reivindicam uma área de quatro mil hectares, cuja demarcação já foi feita, mas não efetivada por conta de entraves jurídicos. (Foto: Divulgação)

Os vereadores Carla Stephanini, Paulo Siufi e Edil Albuquerque prestaram depoimento no Gaeco no dia da operação, no dia 25 de agosto, quando foram afastados o prefeito da capital sul-mato-grossense, Gilmar Olarte (PP), e o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB).

O mandado de segurança pedindo liminar foi impetrado no sábado no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e o desembargador de plantão, Carlos Eduardo Contar, deferiu no mesmo dia.

Na solicitação o advogado do trio, Rene Siufi, alega que pediu ao promotor responsável pela apuração, Marcos Alex Veras, acesso ao conteúdo. No entanto a resposta foi negativa, uma vez que, segundo ele, aos finais de cada depoimento e defesa recebe CD ou pen-drive com o conteúdo recolhido na ocasião era entregue à defesa.

“(…) defiro o pedido de liminar pretendido por RENE SIUFI, para determinar que a autoridade apontada como coatora forneça, incontinenti, o acesso e cópia (se necessário) do Procedimento Investigatório Criminal n.º 18/2015, cujos atos se encontrem devidamente documentados e conhecidos até o momento”, decidiu o desembargador.

Cassação

Bernal teve o mandato cassado em março de 2014. No lugar dele assumiu o então vice-prefeito, Gilmar Olarte, que deixou o cargo após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) determinar o retorno do prefeito eleito, no fim de agosto.

Coffee Break

Diversas pessoas já foram ouvidas pelo Gaeco, entre elas, vereadores, ex-vereadores e empresários. As oitivas fazem parte da Operação Coffee Break que investiga corrupção ativa e passiva na cassação de Bernal.

Nove vereadores são investigados. Eles e mais oito pessoas, incluindo o prefeito afastado Gilmar Olarte, tiveram os celulares apreendidos para serem periciados.

No mesmo dia, o TJ-MS concedeu a recondução de Bernal ao cargo de prefeito.

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