Vereadores admitem que irão esperar novo prefeito para voltar ritmo ‘normal’

camara-de-vereadores-campo-grandeA sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Campo Grande, vem sendo a cada dia, menor em duração, sem grandes discussões na tribuna e com um ou nenhum projeto encaminhado. Desde de julho, o ritmo vinha sendo reduzido, devido ao processo eleitoral de 02 de outubro, que caiu ainda mais após as eleições, que renovou 62% do Parlamento da Capital. O tempo de duração em plenário não está chegando a uma hora, mas o curioso, é que a presença nas sessões de terça e quinta-feira, tem sido até expressiva, mesmo dos não reeleitos, ante o que não era muito usual. Contudo, os vereadores admitiram hoje, que pedir por melhorias a cidade não vai mais adiantar, pois ‘estão cansados de falar’ e esperam agora a saída do atual prefeito e a chegada do eleito para ver como ficará a situação política da cidade.

Nesta quinta-feira (20), a sessão que durou cerca de 45 minutos, onde o único projeto em pauta, como na terça-feira, foi retirado de votação, foi questionada mais uma vez pela imprensa, especialmente ao secretario da Casa, vereador Carlão (PSB), que representava a Mesa Diretora. Ele, mas alguns outros, admitiram que o período realmente não é normal, devido ao ‘rescaldo’ do pleito eleitoral, como ainda do mesmo que acontece para o cargo de prefeito do município, e que com isso, irão esperar novo prefeito para voltar ao ritmo ‘normal’. Isto deve ocorrer, um pouco ainda este ano, com os atuais vereadores, devido até pela votação da LOA (Lei Orçamentaria Anual), que o prefeito eleito deve querer sugerir algo, ou mesmo de forma efetiva, muito provavelmente somente no próximo ano, com o novo chefe do Executivo posto e 18 novos parlamentares.

“O pós eleição, que ainda não acabou de vez, esfria mesmo as sessões, é um balde de água fria em quem não conseguiu se reeleger. Mas, não, o tempo não está prejudicando, está mais otimizada, sem discurssos apenas, debates acirrados que levam mais tempo. Estamos aprovando projetos, das muitas que ouve após a eleição, essa semana que caiu os dois PLs em pauta”, avaliou Carlão.

O secretario da Câmara frisou que o clima é de compasso de espera e despedidas, acima de tudo pela saída do prefeito Alcides Bernal. “A melhoria da cidade não vai vir. Estamos cansados de falar e não vai ser agora que vai adiantar. Agora é aguardar um pouco mais o Bernal sair, porque se antes, nada foi acatado, agora que não faz, muda ou executa. E quanto aos mandatos, quem não conseguiu se reeleger, está fazendo o rescaldo do que ficou, fazendo balanço para liquidar o que ficou para entregar o cargo”, comentou Carlão, que foi reeleito para seu terceiro mandato.

Caminho a seguir

O vereador Betinho (PRB), que passou de suplente para titular em 2015, foi reeleito e também aguarda o fim do segundo turno para posições de como será a continuidade ou mesmo novo trabalho que em 2017 se iniciará para quatro anos de mandatos. “O trabalho continua por aqui, mesmo que a passos mais lentos, temos que esperar esses dois meses para ir trabalhando para o que será os próximos quatro anos. Tanto para a nova administração da prefeitura, como para nosso mandato que agora será completo e desde o começo até o fim por aqueles quem me elegeram e abrindo para toda a população”, apontou.

Já o vereador Francisco Saci (PTB), que também passou de suplente para titular em 2015, mas não foi reeleito, aponta que o momento ainda é de avaliações e da própria eleição. “Estamos ainda no processo, o tempo passou para alguns, mas estou ou estamos, a maioria ainda esta envolvida com algo da campanha, seja para eleger o prefeito, como para encerrar ações que ficaram da eleição e do mandato que foi iniciado a pouco tempo, mas tivemos trabalho apresentado e que ainda estão em andamento”, disse Saci.

O Carlão também havia comentado que ainda é eleição e que ainda esta difícil o processo, com uma campanha com problemas e poucas novidades de ambos os concorrentes ao Paço Municipal. “Ainda, direta ou indiretamente, só se fale em eleição, seja mexendo com ela ou sobre como está a campanha, que está difícil. Os candidatos só falam da mesma coisa, não fizeram nada de novo para este segundo turno muito longo. Ficou maior que o primeiro com todos os candidatos ou parece que não chega ao fim, com tanta coisa fora do foco acontecendo até mesmo com a gente, onde essa rede social faz”, apontou o socialista.

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