Vereador acusado de "passar a mão" em colega entrega defesa

O vereador Maurício Lemes (PSB), protocolou na Câmara de Dourados na quarta-feira (24) a sua defesa sobre a acusação feita pela colega Virginia Magrini (PP) de que ele teria ‘passada de mão’ em suas nádegas. O relatório foi entregue hoje a Comissão de Ética e o próximo passo é tomar conhecimento do documento e então se reunir com os outros membros na próxima segunda-feira (29).

Vereador Maurício Lemes - Foto: Gizele Almeida
Vereador Maurício Lemes – Foto: Gizele Almeida

Ele entregou um dia antes do prazo final, que era de cinco dias úteis e se findaria nesta quinta-feira (25). As informações são do presidente da comissão e também vereador Marcelo Mourão (PSD).

“O vereador entregou a sua defesa, porém ainda não me inteirei do conteúdo. Hoje no período da tarde vou encaminhar a cópia para os membros e pretendo me reunir com eles logo no início da manhã da segunda (29)”, disse Mourão.

O vereador foi acusado por Virginia de ter passado a mão em suas nádegas, durante a entrega de uma moção legislativa no dia 08 de junho, ao termino da sessão. No dia seguinte (09), ela registrou boletim de ocorrência contra o colega na delegacia da mulher e também denunciou o fato na Câmara, relembre aqui.

Mourão disse ainda que um dos próximos passos será ouvir todas as testemunhas. Ele não soube dizer ao certo quantas seriam, mas informou que convocará todas.

“Não sei dizer quantas são, mas quero ouvir todas e vou me programar para que seja em um dia, não importa o quanto demore, a comissão quer resolver o caso logo”, pontuou Marcelo.

O caso começou a ser investigado pela comissão, após votação realizada pela Câmara na sessão do dia 15, uma semana depois do fato ter acontecido. Na ocasião, 15 dos 19 vereadores aceitaram a denúncia da vereadora contra o autor.

Não votaram devido à ausência os vereadores Nelson Sudário e Délia Razuk, assim como não o fizeram o vereador Mauricio Lemes e o presidente da Câmara, Idenor Machado, estes por estarem impedidos por regras da casa, veja aqui.

Dois dias depois a Comissão de Ética se reuniu para então decidir sobre como procederia a investigação. A reunião aconteceu no dia (17) na própria câmara, onde foi definido que Lemes seria notificado e com isso teria o prazo de cinco dias para encaminhar a defesa.

E relação ao pedido de troca de um dos membros da comissão que investiga o caso, o vice presidente Pastor Cirilo (PTC), feita por Virginia, Mourão conta que ele só será afastado do caso quando for convocado como testemunha.

“Por enquanto ele atua normalmente nas funções, quando for convocado como testemunha ele será afastado do caso não da comissão e depois vamos ver como fica a situação dele mediante ao regimento interno”, disse o presidente da Comissão de Ética.

Com Informações Dourados News

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