Vendas de carros caem em janeiro; mês registra o pior resultado em 11 anos

A esperada recuperação do setor automotivo em 2017 ainda não começou. Foram vendidas 147,2 mil unidades em janeiro, o que representa uma queda de 5,2% em comparação ao mesmo período de 2016.

É o pior resultado para o primeiro mês do ano desde 2006, indicativo de que a retomada deverá ser lenta.

“Janeiro até teve um fluxo de clientes nas lojas um pouco acima do esperado, mas a sazonalidade do período impactou nas vendas”, disse Roberto Akiyama vice-presidente comercial da Honda do Brasil.

O executivo afirmou que despesas de início de ano, como IPTU, IPVA e material escolar, pesaram na decisão de compra dos consumidores que estão dispostos a adquirir um carro novo. Para ele, é provável que o mercado “andará de lado” ao longo de 2017.

A montadora japonesa segue com uma fábrica fechada: a unidade recém-construída em Itirapina (a 212 km de São Paulo), que tem capacidade para produzir 120 carros por ano. Segundo a fabricante, para que o início da produção se torne viável, o setor automotivo precisa voltar ao patamar de 3 milhões de carros vendidos por ano.

Pelos cálculos da Anfavea (associação que representa as montadoras instaladas no Brasil), 2017 deve terminar com um crescimento de 4% nos licenciamentos de veículos novos. A maior aceleração nas vendas é esperada para o segundo semestre.

Liderança e férias coletiva

A liderança de mercado continua com a General Motors, que produz o Chevrolet Onix. O compacto é o carro mais vendido do país atualmente. Contudo, isso não coloca a montadora à margem da crise.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a fábrica da GM localizada na cidade (que fica a 97 km de São Paulo) entrará em férias coletivas no dia 13 de fevereiro. A produção será retomada em 2 de março.

A entidade calcula que 2.200 funcionários serão afastados no período. A fábrica produz a picape S10 e o utilitário esportivo Traliblazer. Representantes da GM informaram que não farão comentários sobre o assunto.

(Com Folha de S. Paulo)

Comentários

comentários