Veja lista dos presos pela PF na Operação Fazendas de Lama que envolve Lavagem de dinheiro

Delegados da PF, CGU e Receita Federal (Foto: Lúcio Borges)
Delegados da PF, CGU e Receita Federal (Foto: Lúcio Borges)

O mundo político e empresarial de Mato Grosso do Sul acordou hoje com novo ‘furacão’ devido a segunda fase da operação Lama Asfáltica, que foi deflagrada nesta terça-feira (10) pela PF (Polícia Federal). A ação atingiu 24 pessoas, incluindo o ex-governador Andre Puccinelli, que teve material apreendido em sua residência, e, prendeu temporariamente 15 pessoas, entre empresários, político e servidores público do governo do Estado, na nova fase, hoje, denominada ‘Fazendas de Lama’. Delegados da PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal explicaram a operação, no fim da manhã em entrevista coletiva na sede da PF, onde ao final revelaram todos os nomes dos envolvidos e o foco desta investigação que envolve Lavagem de dinheiro.

Veja abaixo, todos os nomes e cargos dos presos ou citados na operação, que envolveu novamente a maior parte dos acusados na primeira fase ocorrida no ano passado. A PF levou preso no mês de agosto passado, e nesta manhã, voltou a prender entre o mais conhecidos, o ex-deputado federal e ex-secretario de Obras, Edson Giroto; o empresário João Amorim e diversos servidores de cargos em direção da Agesul (Agência Estadual de empreendimentos de MS), na administração de Giroto e Puccinelli. Todos também já haviam sido envolvidos na primeira fase.

Nesta etapa de hoje, foram presas seis novas pessoas, entre a maioria da família de João Amorim e a esposa de Giroto, Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto. As prisões têm validade de cinco dias e podem ser prorrogadas ou transformadas em preventiva. Conforme a Polícia Federal, a superintendência não tem capacidade para abrigar os presos, que serão distribuídos para o sistema penitenciário estadual.

Nesta segunda fase, batizada de Fazendas de Lama, foram 28 mandados de busca e apreensão, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados. Os mandados são cumpridos em Campo Grande e Rio Negro (MS), Curitiba (PR), Maringá (PR) Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP). Na Capital, um equipe da PF foi ao apartamento do ex-governador André Puccinelli (PMDB). Outra equipe fechou a Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Por meio de nota, a secretaria informou que os documentos colhidos no local fazem parte de um inquérito instaurado em 2014, referente a gestão anterior.

A lista de presos é formada por:

– João Alberto Krampe Amorim dos Santos (dono da Proteco Construções Ltda),

– Elza Cristina Araújo dos Santos (secretária e sócia de Amorim),

– Renata Amorim Agnoletto (filha de João Amorim)

– Ana Paula Amorim Dolzan (filha de João Amorim),

– Ana Lúcia Amorim (filha de João Amorim),

– Edson Giroto (ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal),

– Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto (esposa do ex-secretário),

– Wilson Roberto Mariano de Oliveira – Beto Mariano -(servidor público e ex-chefe da Agesul),

– Mariane Mariano de Oliveira (filha de Wilson Mariano),

– Ana Cristina Pereira da Silva,

– André Luiz Cance (ex-secretário adjunto da Secretaria Estadual de Fazenda),

– Flávio Henrique Garcia (empresário),

– Evaldo Furrer Matos,

– Maria Vilma Casanova e

– Hélio Yudi Komiyama (servidor)

Acusações em Lavagem de dinheiro

Nesta nova etapa, a Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal apuram indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva. O esquema inclui utilização de mecanismos para ocultação de valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie. São investigados contratos com valor acima de R$ 2 bilhões.

Conforme a polícia, o nome Fazendas de Lama é referente à aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro. São investigados contratos com valor acima de R$ 2 bilhões.

A primeira fase da Lama Asfáltica foi realizada em 9 de julho de 2015. Na época, fiscalizações realizadas pela CGU revelaram prejuízo de aproximadamente R$ 11 milhões em obras.

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