Vander Loubet considera que reforma política até agora é pífia

O deputado Vander Loubet disse na manhã desta segunda-fera (22) durante entrevista ao programa Tribuna Livre da Capital FM, que a reforma política, desejada pela sociedade, principalmente depois das manifestações que tomaram conta do país, em votação na Câmara dos Deputados é alvo de críticas de parlamentares. “A reforma como está sendo vetada fez mudanças pífias, principalmente em razão de itens rejeitados pelos deputados, como o fim das coligações em eleições”, avaliou.

Vander Loubet durante entrevista ao Tribuna Livre Foto Silvio Ferreira
Vander Loubet durante entrevista ao Tribuna Livre Foto Silvio Ferreira

Para o deputado petista “a única coisa boa” foi que neste ano a Câmara Federal e o Senado estão discutindo o tema e votando. “Antes nunca havíamos votado nada, pelo menos isso”, lembrou
Vander destaca que faltou habilidade política do presidente da Câmara que não organizou a base para que se esforçasse em aprovar os principais pontos da reforma.

REFORMA

A Câmara dos Deputados rejeitou até agora o fim das coligações nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), mudança que prejudicaria os partidos pequenos e médios. Por isso, essas legendas fizeram um acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para votarem favoráveis ao financiamento privado de partidos e, em troca, ele articularia a manutenção das coligações.

A mudança foi rejeitada por 236 deputados e teve 206 votos favoráveis. A discussão fez parte da reforma política que está sendo votada na Casa desde terça-feira (26). No atual sistema, partidos se coligam para disputar eleições e, no caso das proporcionais, parlamentares menos votados podem se beneficiar dos campeões de votos da coligação.

Deputados que votaram pela derrubada das coligações argumentaram que elas ocorrem à revelia das convicções partidárias. “Só para negociar tempo eleitoral”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

O líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), argumentou que o fim das coligações poderia diminuir o número de partidos e aumentar distorções do sistema proporcional, em que candidatos são eleitos com poucos votos.

A Câmara vota ainda nesta quinta cláusula de desempenho, voto obrigatório e dia da posse do Presidente da República. A votação do aumento do tempo de mandato de quatro para cinco anos e da coincidência das eleições foi adiada, por não haver acordo.

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