Tribunal de Justiça determina afastamento de prefeito acusado de corrupção

Prefeito Silas José da Silva foi afastado e está proibido de entrar na sede da prefeitura
Prefeito Silas José da Silva foi afastado e está proibido de entrar na sede da prefeitura

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu na manhã desta sexta-feira (17) dois mandados de busca e apreensão, sendo um na casa do prefeito de Água Clara (MS), Silas José da Silva (PSDB), e outro na prefeitura.

O prefeito foi afastado do cargo durante operação. Há uma ordem judicial do desembargador Ruy Celso Barbosa Florence determinando a suspensão do exercício do mandato.

O afastamento está ligado à investigação criminal em andamento e determina ainda que o prefeito fique proibido de frequentar a prefeitura sem prévia autorização judicial. A vice-prefeita, Valéria Travian, deve assumir o cargo imediatamente.

As investigações comandadas pelo coordenador do Gaeco, promotor de justiça Marcos Alex Vera de Oliveira começaram a partir do recebimento de denúncia de que Silas José da Silva teria pago propina aos vereadores para aprovar a lei de orçamento do município. Um dos vereadores, Marcelo Batista de Araújo, conhecido como Marcelo Carvoeiro, gravou o pagamento de propina.

DENÚNCIA

Em denúncia feita pelo vereador Marcelo Batista de Araújo (PSC) consta que o prefeito de Água Clara teria oferecido propina de R$ 6 mil, por três meses, em troca do voto favorável pela aprovação de Lei Orçamentária. O valor, caso fosse aceito, seria pago em dinheiro todo dia 20.

Se aprovado, o texto autorizaria o Poder Executivo a abrir crédito suplementar, sem prévia anuência da Câmara, de 50% do total das despesas.

O parlamentar Marcelo gravou a entrega de uma das três parcelas de R$ 6 mil. O dinheiro foi apreendido e está depositado em conta judicial.

Outro vereador, Waldenir Ferreira Lino (PDT), também confirmou ter recebido de Silas proposta de pagamento de propina em troca do voto pela aprovação da Lei Orçamentária. Além de Marcelo e Waldenir, o presidente da Câmara, Valdeir Pedro de Carvalho (PDT), e mais quatro testemunhas foram ouvidas.

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