Três PMs são presos em flagrante por agressão a adolescente

Três policiais militares de Campo Grande foram presos em flagrante pela Corregedoria da corporação após denúncia de agressão contra um adolescente de 15 anos durante uma abordagem policial na avenida Júlio Castilho, na tarde de terça-feira (19).

Prisão de policiais militares virou polêmica em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)
Prisão de policiais militares virou polêmica em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

Eles foram autuados em flagrante por lesão corporal dolosa e encaminhados para o Presídio Militar.

O tenente-coronel José Gomes Braga, corregedor-adjunto da PM, disse que os policiais prestaram depoimento e negaram a abordagem relatada na denúncia.

Segundo ele , os PMs faziam rondas na região da Avenida Júlio de Castilhos, quando avistaram um homem e o adolescente em uma moto. Os policiais deram ordem de parada, mas o piloto não obedeceu. Ele parou, mandou o garoto descer e fugiu.

Os militares, então, colocaram o menino na viatura e o agrediram até dizer o endereço do rapaz que pilotava a moto. Assustado, o garoto passou o próprio endereço. Quando os policiais se aproximaram da casa, a vítima começou a gritar e pedir por socorro.

Os PMs deixaram o local e depois soltaram o menor na saída para Rochedo, que voltou sozinho para casa.

Depois de contar o caso para o pai, a família foi até a Corregedoria, onde o adolescente chegou com hematomas e lesões pelo corpo, segundo o corregedor-adjunto. O adolescente reconheceu três dos quatro militares da equipe como agressores. O quarto integrante da viatura não foi apontado pelo adolescente e não foi preso.

A Associação de Cabos e Soldados, que representa e dá amparo jurídico aos policiais presos, disse que a guarnição não abordou nem apreendeu o adolescente que fez a denúncia. Segundo a associação, a equipe policial confirmou que seguiu uma motocicleta com dois jovens em atitude suspeita, no mesmo local e horário relatado na denúncia, e deu ordem de parada, mas o veículo não acatou e fugiu.

O advogado Laudo César Pereira, da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), que acompanha o caso, diz que a prisão é arbitraria e não há provas contundentes contra os militares. “Nós vamos entrar com as medidas cabíveis. Nem exame de corpo de delito no adolescente, que acusa a polícia de tortura, foi feito. “Essa atitude tomada pela corregedoria é injusta”, lamenta.

Segundo o coronel, o caso será encaminhado para o juiz decidir se houve crime. Enquanto isso, os policiais vão continuar preso. “O adolescente apreendido pelos policiais tem passagens pela polícia, mas ontem, a condição dele era de vítima”, explica. Os nomes dos policiais não foram divulgados. (com

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