Transplante de órgãos em queda nos primeiros cinco meses do ano

Durante entrevista ao programa Capital meio dia da FM Capital, desta segunda-feira (18), a coordenadora estadual da Central de Transplantes, Claire Miozzo, mostrou dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) que mostram queda de 1,4% na notificação de potenciais doadores de órgãos e de 0,8% em doadores efetivos. As declarações foram feitas durante o  programa Capital Meio Dia, da Capital FM 95,9, nesta segunda-feira(18),  Segundo ela foram 1862 transplantes realizados no total e existem quase 22 mil pacientes na fila de espera.

De acordo com Claire a resistência por parte de potenciais doadores e familiares é um dos principais fatores que dificultam a captação de órgãos no país, e a falta de esclarecimento sobre esse assunto que é tão importante e delicado. “As pessoas devem conversar com sua família e deixar bem claro em vida sobre a sua vontade de doação, pois é a família que realiza a doação e só ela quem ter o poder de autorização. Nos estamos desenvolvendo um trabalho de esclarecimento para a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos na tentativa de reduzir os pacientes da fila de espera”, afirma a coordenadora.

Principal dificuldade

É comum em casos de morte encefálica os parentes terem restrições em permitir a doação, por haver receio em relação à constatação do óbito. É preciso entender que a retirada de órgãos não desrespeita o doador, os critérios para declarar o óbito são extremamente rigorosos e confiáveis.

Ela ressalta que o Brasil foi referencia em doações, ficando somente atrás dos Estados Unidos. Porem a meta que antes era de 17 doadores por milhão de habitantes, passou de 15 as 15,5 doadores. Com o recuo de 24%, as doações de pâncreas lideram a lista de baixa, seguida de rins, figado e coração. Na contramão, apenas os transplantes de pulmão registrara, aumento, com 19%.

Paulo Francis

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