Traficante que tentou matar policiais é condenado a 22 anos de prisão

Laudelino Ferreira Viera, 43, foi condenado pelo conselho de sentença do Juri ocorrido nesta quinta-feira (12) a 22 anos de prisão. O traficante evadiu de uma abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e disparou, segundo provas dos autos, mais de 10 tiros contra os policiais. Mesmo com a troca de tiros, os agentes conseguiram capturar o traficante que estava com 6 quilos de cocaína.

Traficante que tentou matar policiais rodoviários foi condenado a 22 anos de prisão - Foto: Divulgação
Traficante que tentou matar policiais rodoviários foi condenado a 22 anos de prisão – Foto: Divulgação

Laudelino estava na companhia do comparsa Lauro Moreira dos Santos. Os dois ocupavam uma moto Tornado, furaram bloqueio policial, trocaram tiros com agentes e foram baleados e capturados. Os policiais acionaram o socorro e providenciaram o resgate dos traficantes.

Uma das teses da defesa é que o traficante teria reagido imediatamente com tiros por temer ser morto pelos policiais.

O Ministério Público Federal durante a fala da acusação, ressaltou que o último caso de morte efetuada por PRFs em Mato Grosso do Sul ocorreu em 2006, ou seja, mesmo estando em uma fronteira muito problemática, a PRF já está há quase 10 anos sem causar a morte em troca de tiros.

O júri condenou o réu em todos os crimes: tentativa de homicídio, drogas, associação para o tráfico, arma, uso de documento falso (RG e CNH), tendo como penal final 22 anos de prisão.

Laudelino já possuía também extensa folha criminal, ele já foi condenado por liderar quadrilha e roubo de veículos, além de ser chefe do bando que roubou três aeronaves de uma empresa de táxi aéreo na cidade de Corumbá, em janeiro de 2004. Na ocasião, piloto e empresário Luiz Fernandes de Carvalho foi assassinado pela mesma quadrilha.

Bando liderado por Laudelino é apontado como responsável pelo roubo de 36 veículos entre 2005 e 2006, no Brasil, além de outros 31 roubos de carros em cidades da Bolívia.

PRF’s estiveram no plenário para acompanhar o juri. Na foto, um dos policiais que sofreu a tentativa de homicídio é ouvido como testemunha.

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