Giovane da Silva Ortiz de 18 anos, suspeito de participação nos rituais de tortura a uma menino de 4 anos, disse à polícia que as agressões aconteciam desde setembro, três vezes por semana e sempre durante a noite. O rapaz disse ainda que era possuído por uma entidade, que o abrigava a agredir a criança.

Terceiro suspeito de tortura se apresenta à polícia (Foto: Reprodução/ TV Morena)
Terceiro suspeito de tortura se apresenta à polícia (Foto: Reprodução/ TV Morena)

“Ele confirmou participar de rituais de magia negra com os pais adotivos da criança desde setembro do ano passado. Neste período, ele comentou que batia no menino com cabo de vassoura e o queimava com charuto do cigarro. A versão dele é semelhante à relatada pelos outros envolvidos, tios e pais adotivos do menino”, afirmou o titular da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca), Paulo Sérgio Lauretto.

O suspeito disse que a tia dele fazia baixar uma entidade que o obrigava a agredir o menino, inclusive com cabo de vassoura e queimá-lo com charuto. O rapaz e os tios do menino, que tinham a guarda da criança, estão presos e foram indiciados por tortura.

“Ele também alegou ser primo distante da suspeita e estar morando ‘de favor’ na casa. Por conta disso, ele presenciava e participava dos rituais, para não perder a moradia. Ele ainda disse que duas filhas da suspeita participavam dos rituais. No entanto, não eram agredidas”, comentou Lauretto.

Uma mulher de 31 anos e um homem de 46, que são parentes da criança, foram presos depois de torturarem o garoto. Eles tinham a guarda do menino desde maio de 2015 e, depois de serem levados para a delegacia, confessaram para à polícia que torturam a criança com ajuda de um sobrinho, de 18 anos que foi preso em Aquidauana. Ele estava escondido na casa do pai e foi cercado pela polícia na tarde de quarta-feira (24).

Conforme o delegado, o próximo passo das investigações será ouvir vizinhos da casa onde ocorriam os rituais.

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