“Todos nós temos caneta, mas só a do governo federal tem tinta”, diz Mochi sobre questão agrária em MS

Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Capital FM, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Júnior Mochi (PMDB), lamentou que a questão dos conflitos agrários no Estado sejam um assunto recorrente.

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Para Mochi, a dificuldade não é a questão jurídica, mas de vontade política Foto Silvio Ferreira

O deputado relatou: “conversei ontem com o chefe de gabinete do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, solicitando uma reunião com representantes de produtores, representantes do governo do estado e da bancada federal para encontrar a solução dos conflitos.

Para Mochi, “a dificuldade não é a questão jurídica, mas de vontade política. Quando há vontade política a pauta é colocada em votação, mobilizam-se as autoridades e as decisões são tomadas. Hoje há acordo entre produtores e governo do estado, valores estipulados, falta o governo federal cumprir a sua parte”.

“Na verdade, a solução já existe”, garantiu o deputado, “mas ainda não foi cumprida. Um fundo específico para receber os recursos do governo federal foi criado para a indenização das terras consideradas indígenas, com a concordância dos produtores no tocante aos valores. Chegou-se a um acordo, mas isso não avançou na prática, porque o governo federal não repassou os recursos”, disse Mochi. “Ninguém quer o conflito. Nem os indígenas, nem os produtores. Eu costumo dizer que todos nós – as partes envolvidas na negociação – temos caneta, mas só a do Executivo [federal] tem tinta. Somente o Poder Executivo tem essa possibilidade”, considerou.

Silvio Ferreira

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