Teste de colisão pode ser obrigatório a partir de janeiro de 2019

IG / Silvio Ferreira

Projeto de lei, o PLS 152/2017, de autoria do senador Elmano Férrer (PDMB-PI) propõe que, a partir de 1º de janeiro de 2019, todo novo modelo de automóvel passe por um teste de colisão para ser homologado. O teste deve ser patrocinado pela própria fabricante, que cederá o veículo para avaliação.

Se o projeto de lei PLS 152/2017 for aprovado, todos os carros terão que passar por um teste de colisão. Só falta saber qual será o critério – Foto: Divulgação/Latin NCAP

O projeto estabelece a obrigatoriedade do teste de colisão e da divulgação publicitária do resultado pelas montadoras pela imprensa e pelos respectivos sites dos fabricantes e que o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) cuide da regulamentação, posterior a eventual aprovação do projeto.

“Aquelas portas laterais dos testes já feitos mostraram que há problemas em determinadas marcas. Que eles tinham falha na concepção da carroceria, no material utilizado. Sobretudo os testes nas laterais”, disse o senador à Rádio Senado. “Isso é feito em vários países do mundo. Por exemplo, o carro vendido na Europa e nos Estados Unidos, obrigatoriamente, ele se submete a este teste. Entretanto, esses mesmos carros fabricados por montadoras aqui no Brasil, não fazem estes testes. E isso implica em situação de gravidade para motorista e passageiros.”

Como isso irá acontecer é a grande dúvida. O político cita o Latin NCAP e fala sobre sua metodologia, mas não fala nada sobre financiar a entidade para que faça os testes nacionais. Na Europa, o EU patrocina o Euro NCAP para que faça todas as avaliações e desenvolva novos critérios. O único momento em que o senador fala claramente sobre usar os moldes do Latin NCAP é quando fala sobre a forma de aquisição dos veículos, escolhidos aleatoriamente em concessionárias.

Como funciona?

Se o autor defender o uso do Latin NCAP, isso significará que todo veículo novo no Brasil irá passar por um teste de colisão frontal, contra uma barreira deformável a 64 km/h; e o lateral, contra uma barreira que colide contra o veículo a 50 km/h. Para obter cinco estrelas, a nota máxima, o carro deve ser aprovado também em um terceiro teste, o de colisão contra poste, feito a 29 km/h.

Os Estados Unidos têm seus critérios, próximos dos utilizados na Europa, e realiza os testes através da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), agência do governo que estabelece as regras de segurança viária. Existe uma segunda avaliação, feita pela ONG Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), conhecida por sua metodologia mais exigente do que as demais.

Na Europa, o Euro NCAP serve de contra-ponto aos testes oficiais da legislação. Não é obrigatório, mas a entidade faz o teste de colisão de praticamente todos os carros lançados no continente, seja por escolha própria (comprando o veículo) ou por vontade das fabricantes (fornecendo os automóveis). É mais rígido do que o crash-test oficial, por realizar a colisão frontal a 64 km/h, contra os 56 km/h da lei.

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