“Terrorismo não tem cara”, diz juiz Odilon de Oliveira

O juiz federal Odilon de Oliveira, em entrevista ao Página Brazil na manhã desta quarta-feira (27), disse que o terrorismo ‘não tem cara’, mas apesar do país correr risco de sofrer ataques durante as Olimpíadas, está preparado para qualquer tipo de eventualidade.

Segundo o juiz, a prisão dos 12 homens suspeitos de planejarem ataque terrorista no Brasil durante os jogos, pode inibir novos ações, mas não vai acabar com o risco que o país corre. “Os alvos do Estado Islâmico não é só as autoridades dos países, mas sim qualquer atleta e equipe que for participar desses jogos esportivos”, comentou.

O juiz ressaltou que, apesar do risco e do país não ter ‘célula terrorista’, as forças de seguranças estão bem treinadas. “As forças armadas farão um trabalho bem feito e o país se preparou adequadamente para prevenir qualquer ação. Mas é claro que devemos ficar atentos porque o terrorismo não tem cara, pode vir de qualquer lugar”, ressaltou.

Crime organizado

Durante a entrevista, o juiz ressaltou que a única maneira de combater o crime organizado é o Brasil colocar mais policiais nas áreas de fronteira. “O país precisa cuidar das fronteiras. No caso de Ponta Porã, o Brasil precisa estabelecer uma ligação com o Paraguai, já que os problemas são os mesmos, entre eles o tráfico de drogas”, explicou.

Ainda segundo Odilon, o país precisa colocar em prática os projetos para inibir que as armas, as drogas e os contrabandos entrem no Brasil. “O Exército está desenvolvendo um ótimo projeto, que é o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), só que ele precisa de dinheiro para investir nesse trabalho. O dinheiro que foi destinado pela União é curto, é dados aos poucos e por isso atrasa a execução do projeto”, finalizou.

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