Terceira fase da Lama Asfáltica prende Giroto e cunhado

O ex-secretário de obras e ex-deputado federal Edson Giroto (PR) está neste momento na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande.

O cunhado de Giroto, Flávio Henrique Garcia Scrocchio foi preso em Tanabi, São Paulo e será trazido para Campo Grande. Ele é dono da Terrasat Engenharia, que manteve contratos com o Estado durante a gestão de Puccinelli. O escritório do empresário funcionava em conjunto com o consultório de dentista da esposa na cidade paulista.

Avião apreendido em Campo Grande em operação da PF (Foto: PF/ Divulgação)
Avião apreendido em Campo Grande em operação da PF (Foto: PF/ Divulgação)

A Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal realizam nesta quarta-feira (7), diligências da 3ª Fase da Operação Lama Asfáltica – batizada de Aviões de Lama, nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo com o objetivo de desmantelar grupo criminoso que desviava recursos públicos de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas que resultou em crimes de lavagem de dinheiro.

A operação decorre da análise da documentação apreendida na segunda fase da operação, denominada Fazendas de Lama, onde foi possível extrair elementos indicativos que os investigados estavam dilapidando o patrimônio com revenda de bens de alto valor é pulverizando esses montantes para diversas pessoas, a fim de ocultar a origem do dinheiro, deparando-se com a prática de novas condutas delituosas, mesmo após a deflagração da primeira operação, em julho de 2015.

No caso, trata-se da alienação de aeronave no valor de R$ 2 milhões, revelando que o grupo optou por se desfazer do patrimônio para realizar a divisão do produto da venda em valores menores, como no caso, mediante a entrega de outra aeronave de R$ 350 mil, além de quatro cheques que foram destinados a quatro pessoas, operando assim, o fracionamento do patrimônio com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com a venda do avião, de sorte a realizar a mutação desses valores em pagamento de serviços prestados, incorporando-os na economia formal.

A organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive federais, atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções, prestação de serviços nas áreas de informática e gráficas. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

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