Temer defende aprovação de ajuste fiscal para evitar ‘corte radical’ em contas do governo

A MPs 664 que altera as regras para o auxílio-doença e pensão por morte, deve ser votada na comissão especial da Câmara dos Deputados hoje (5), antes de ser encaminhada para o plenário da Casa. Já o relatório sobre a MP 665 – que aumenta a carência para requerimentos do seguro-desemprego, abono salarial e seguro para pescadores (o chamado seguro-defeso), aprovado na semana passada pela Comissão da Câmara responsável pela análise anterior à votação em plenário -, será votada hoje pelos deputados federais.

Michel Temer MP 664 e 665

O vice-presidente da República, Michel Temer, que acumula a chefia da articulação política do governo, fez nesta segunda-feira (4) um apelo ao PT e aos partidos da base aliada para que se empenhem na aprovação das medidas de ajuste fiscal que tramitam no Congresso Nacional. Para Michel Temer, o corte de gastos do governo será “muito radical” caso as propostas de reajuste fiscal não passem pelo Congresso. “Se não houver ajuste, o contingenciamento será muito radical. Se houver ajuste, contingenciamento será muito menor”, previu.

Em entrevista coletiva nessa segunda-feira, o vice-presidente afirmou confiar que as negociações para que as MPs 664 e 665, que alteram as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, serão aprovadas esta semana. De acordo com o vice-presidente, embora não seja possível garantir toda a economia prevista (R$ 18 bilhões para este ano) com a edição das medidas, o governo trabalha com o “ajuste viável neste momento”. “As negociações estão em curso. Fizemos muitas reuniões. Os bons resultados devem se concretizar amanhã”, disse Michel Temer.

Silvio Ferreira, com informações Agência Brasil

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